domingo, 20 de maio de 2012

Montes Claros - MG sofreu um terremoto: no país de faz de conta não temos o valor oficial da Escala Richter.


Montes Claros, norte de Minas Gerais foi  vitimada por um terremoto de 4.5 da escala Richter. Bem significativo para um país que não tem histórico de terremotos. No Peru, em 1970 ocorreu um abalo de 7.5 graus da escala Richter que  provocou 75 mil mortos. Felizmente, em Montes Claros, não temos notícias de vítimas. Mas não é primeira vez que ocorrem acomodações de placas tectônicas por aqui. Recentemente fomos vítimas disto, num vilarejo localizado ao norte de Minas Gerais que gerou a primeira vítima fatal decorrente de um  terremoto na história do Brasil. Mas nunca presenciamos nada parecido com o de hoje. A terra rugiu como um animal vivo e objetos começaram a balançar. Confesso que estava a dormir, às 10:40 desta manhã fria de maio(19) quando acordei sacudida por estes tremores e esta fúria. O instinto é sempre um fator importante: pulei da cama e corri em direção a porta da rua: já sabia que se tratava de um terremoto. Meus vizinhos saíram para a rua e lá estava eu com meu pijama transida de frio e de medo.

Passado o susto, as constatações sobre a incompetência de Minas e do Brasil- o sismógrafo de Brasília- DF estava desligado e portanto, o cálculo foi baseado no relato dos incidentes ocorridos- relatos das pessoas, rachaduras nas paredes , quedas de muros e telhados e objetos domésticos que caíram dos móveis.

O sismógrafo, instrumento importante, principalmente, numa cidade universitária como Montes Claros não existe - isto é mais um dado revelador, não se investe em tecnologia, muitos menos em  educação em Minas. Será que existe sismógrafo em Minas? As universidades existem, mas servem apenas para distribuir diplomas. Minas está definitivamente confirmado   - encontra-se numa falha não somente tectônica mas de acédia administrativa. 

O país não foge muito a regra , visto que o sismógrafo  de Brasília estava de folga - portanto, não há um registro oficial brasileiro para o terremoto que acabamos de sofrer no norte de Minas. Mais um trauma para ser guardado no fundo do baú dos mineiros- abandonados pelo país faz de conta - Minas/Brasil - quase um monstro a rugir com fúria contra nós- vítimas de toda sorte de infortúnios.

Por falar em infortúnios, mais uma vez, o governo de Minas Gerais adiou para o dia 31 de maio a pauta dos educadores que era para ser negociada após o termino da greve de 2011, assinada por parlamentares e pelo governo. Pontos acordados mas não cumpridos. Ficamos sem o Piso salarial, sem o tempo extra-classe, sem pagamento de dias repostos , sem férias-prêmios, literalmente sem direitos. Vivemos completamente à margem do Direito, com cinco ou seis ações do Sindicato na justiça tramitando- e estagnadas.

 Atualmente, só nos resta aguardar que o "mundo" consciente e livre possa ver o Brasil com outros olhos- não este que quer ser passado a qualquer preço- de país que escapou da crise. Quanta ilusão! Vivemos em profunda crise: moral, política e econômica. A Europa passa por  uma marolinha perto do tsunami que nos varre todos os dias.

Ainda nos resta mais uma saída- greve nacional dos educadores em todos os Estados da federação  que não pagam o Piso Nacional estipulado em lei! Precisamos urgentemente sair da zona do conformismo. Fonte: blog Após-modernidade de Marly Gribel

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