quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Cientistas descobrem novo órgão no corpo humano: o mesentério

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le foi descoberto por Leonardo da Vinci no século XVI, mas os médicos não lhe deram a mínima atenção nos últimos 500 anos. Agora, depois de um estudo de seis anos realizado por cientistas da Universidade de Limerick, na Irlanda, finalmente sua existência foi reconhecida: falamos do mesentério, o “novo” órgão reconhecido pela comunidade médica mundial em 2017.
O mesentério é a parte do corpo que faz a conexão entre os intestinos e o abdômen. Até agora, acreditava-se que ele era uma simples ruga, uma dobra do intestino que não tinha função ou importância. No entanto, a nova pesquisa descobriu que se trata de um órgão único, que se encontra no meio de nosso sistema digestivo.
A descrição anatômica estabelecida há cerca de 100 anos era incorreta. Este órgão está longe de ser fragmentado; é uma estrutura simples, contínua e única,” garante J. Calvin Coffey, pesquisador do Hospital da Universidade de Limerick, na Irlanda, e líder da equipe responsável pela descoberta, em declarações feitas à BBC.
A apresentação do mesentério foi realizada por meio de um artigo publicado na revista científica The Lancet. Nele, o novo órgão é descrito como uma dobra dupla do peritônio – membrana que recobre a cavidade abdominal – que une o intestino à parede do abdômen. Sua função é muito importante, já que permite que os intestinos se mantenham no lugar apropriado.
Além desta função de sustentação, os pesquisadores garantem que ele também serve para favorecer a irrigação sanguínea na região. Por ser considerado um órgão, ele deveria ter mais utilidades ou até ter suas próprias afecções, como doenças ou lesões. No entanto, ainda é cedo demais para encontrar alguma destas características.
“Este é o próximo passo. Se entendermos a sua função, poderemos identificar as anomalias e estabelecer que existe uma doença quando seu funcionamento não é o correto,” assegura Coffey no comunicado de imprensa da Universidade de Limerick que acompanhou a publicação na revista The Lancet. Por enquanto, o mesentério se une ao clube de mais de 80 órgãos presentes no corpo humano (sobre os quais os cientistas ainda têm muito a aprender). Fonte: Yahoo Noticiuas

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Pílula do câncer é considerada segura após novos testes




A fosfoetanolamina sintética, conhecida como pílula do câncer, foi considerada segura na primeira etapa de testes realizados com humanos pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). O levantamento sobre a avaliação de segurança foi apresentado nesta quarta-feira, 5, quando foi anunciado que a próxima fase de testes, que vai avaliar eficácia, terá início na próxima semana.
Segundo Paulo Hoff, diretor-geral do Icesp, na dose administrada de três cápsulas por dia, os dez pacientes não apresentaram efeitos colaterais graves, o que permite a continuidade do estudo com mais 20 pessoas em dez grupos de tumores estabelecidos para a pesquisa, entre eles de pulmão, mama, fígado e próstata. 
No entanto, seis pacientes não vão continuar entre os participantes por terem apresentado evolução da doença - durante o estudo, os pacientes não estão recebendo outro tipo de tratamento.
“Seis pacientes foram retirados do estudo, porque não estavam sendo beneficiados pelo produto. Tiveram progressão da doença. Isso mostra a complexidade do câncer. Mas o fato de esses pacientes não terem se beneficiado não quer dizer que não há efeitos. Não era objetivo dessa fase testar eficácia, mas mostrar que o produto não é tão milagroso como se imaginava”, diz Hoff.



Essa primeira etapa durou dois meses. A estimativa é de que os resultados da segunda sejam apresentados em quatro a seis meses. Para passar para a terceira etapa, cada grupo deve ter ao menos três resultados positivos em relação à eficácia entre os 21 pacientes que serão estudados. A última fase pode ter até 1 mil pacientes. Fonte: Yahoo Notícias

sábado, 23 de julho de 2016

Zika é detectado em esperma 3 meses depois da infecção, tempo recorde

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O vírus da zika foi detectado no esperma de um francês 93 dias depois dos primeiros sintomas da infecção, ultrapassando o recorde anterior observado, de 62 dias, segundo um artigo publicado na quinta-feira na revista médica britânica The Lancet.
O homem, de 27 anos, mostrou alguns sintomas leves - fraqueza, dores musculares e conjuntivite - pouco depois de regressar de uma viagem a Tailândia, no final de 2015.
O paciente, que sofre de câncer, tinha decidido congelar seu esperma antes de começar uma quimioterapia. Foi isso que levou um laboratório a realizar os testes que detectaram o zika.
Não foi encontrado nenhum vestígio do vírus na urina nem no sangue do paciente, ressaltaram os pesquisadores, entre eles Jean Michel Mansuy, do laboratório de virologia do Centro Hospitalar Universitário de Toulouse, na França.
Na maioria dos casos, o vírus é transmitido por picadas de mosquito, mas o contágio também ocorre através de relações sexuais ou pelo contato com sangue infectado.
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) recomendam atualmente que os homens infectados pelo zika não tenham relações sexuais sem proteção durante seis meses.
Para os homens cujas parceiras estejam grávidas, os CDC aconselham utilizar preservativos durante toda a gestação.
O zika foi associado a malformações graves e irreversíveis, como a microcefalia, que prejudica o desenvolvimento cerebral e afeta bebês de mulheres que foram infectadas pelo zika durante a gravidez.
Os autores do artigo sugerem que, em relação à transmissão por via sexual, "as recomendações dos CDC sejam regularmente atualizadas para levar em conta a evolução da pesquisa científica sobre o zika, especialmente à luz dessa descoberta, que mostra que o vírus pode permanecer no esperma durante vários meses".
Catorze pessoas nos Estados Unidos foram infectadas pelo zika através de relações sexuais, segundo as últimas estatísticas dos CDC, divulgadas em 13 de julho.
Os sintomas mais frequentes do vírus são erupções cutâneas e dores musculares e nas articulações. Em 80% dos casos, a infecção passa despercebida, e raramente é mortal Fonte\> Yahoo notícias.

domingo, 10 de julho de 2016

Cientistas conseguem fazer dente cariado se regenerar




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Por Redação | em 06.07.2016 às 20h44 Enviar por Email http://canalte.ch/S1JUL inShare Quanto mais avançam as pesquisas com células-tronco, mais nítidas ficam as possibilidades que elas podem nos oferecer e, em muitos casos, soa quase como um filme de ficção com órgãos e tecidos se regenerando completamente. Uma pesquisa conduzida por cientistas das Universidades de Harvard e Nottingham utilizou tais células para a restauração de dentes, dispensando o uso dos preenchimentos com resina ou metais e estimulando a regeneração dos tecidos naturais dos dentes.  Numa restauração, os dentistas removem a parte deteriorada do dente ocasionada por cáries, limpam a área e preenchem a cavidade com materiais apropriados, como ouro, amálgama, resina ou porcelana. Não é raro, entretanto, que a restauração não seja totalmente efetiva, com chances do quadro evoluir para um tratamento de canal – que consiste na remoção da polpa do dente, nervos, capilares e tecido conjuntivo – que, por sua vez, pode enfraquecer o dente e levar à extração. A equipe do pesquisador de Nottingham Adam Celiz desenvolveu um novo material de preenchimento feito com biomateriais sintéticos que estimulam o crescimento de células-tronco na polpa do dente. Como com as resinas, o material é injetado e endurecido com luz UV. Testes em laboratório mostraram que os preenchimentos estimularam a proliferação e diferenciação dessas células dentro da dentina, o tecido duro que forma o dente sob o esmalte. Em outras palavras, o biomaterial possivelmente estimula o dente a curar-se. A descoberta, que concedeu à equipe o segundo lugar na categoria de materiais na competição anual da Royal Society of Chemistry, aponta para um futuro em que as restaurações dentárias com o biomaterial não só preencham o dente, mas o regenerem, diminuindo a chance de evolução para quadros mais complexos como canal.  Fonte: PopSci


FONTE: Matéria completa:
http://canaltech.com.br/noticia/geek/cientistas-conseguem-fazer-dente-cariado-se-regenerar-72381/
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sábado, 11 de junho de 2016

Cientistas conseguem armazenar dados em células como se fossem HDs

A revolucionária ferramenta CRISPR, capaz de ajudar pesquisadores a editar informações genéticas de seres vivos, tem ganhado cada vez mais destaque no meio científico. O mais novo uso para o método foi revelado em um estudo da Universidade de Harvard que conseguiu transformar células de bactérias em unidades de armazenamento de dados, como se fossem pequenos HDs de computador.
Cientistas revelaram na revista Science que o CRISPR foi usado para alterar geneticamente a propriedade de algumas células em uma bactéria Escherichia coli. Além de armazenar algo entre 30 e 100 bytes de dados, as bactérias foram capazes de se reproduzir e passar essas informações adiante para a sua prole.
Esses 100 bytes, porém, não foram preenchidos com arquivos de computador. O que os cientistas fizeram foi manipular o sistema imunológico das bactérias para que ele pudesse armazenar informações do ambiente. Em seguida, os microorganismos foram infectados por vírus e, com suas defesas naturais atuando como um HD, puderam registrar a forma como o vírus de comporta e o que foi feito pelo organismo para combatê-lo.
Não é a primeira vez, contudo, que cientistas conseguem usar o ácido desoxirribonucleico como disco rígido. Em métodos anteriores, dados eram codificados em forma de uma sequência genética que então era sintetizada na forma de um DNA - que, por sua vez, nunca chegava a dar vida a qualquer organismo, já que todo o experimento era conduzido de forma artificial.
Segundo Jeff Nivala, um dos líderes do novo estudo, o método antigo permitia que apenas algo em torno de 11 bits fosse armazenado em um DNA. "Nós registramos a informação diretamente no genoma" de um organismo vivo, explica o cientista. "Embora a quantidade de dados que temos armazenada dentro de um genoma seja relativamente pequena em comparação com sistemas totalmente sintéticos, acreditamos que esse método de armazenamento possa trazer muitas vantagens".
Entre os possíveis usos dessa descoberta, além de permitir que a ciência colete informações ainda mais precisas sobre o funcionamento de organismos vivos, os pesquisadores acreditam que o armazenamento genético de dados pode ajudar a combater doenças ainda incuráveis e a compreender a evolução de certas condições moleculares ao longo de gerações.
Via Gizmodo Fonte: Olhar Digital

domingo, 29 de maio de 2016