quinta-feira, 18 de julho de 2013

Doenças venéreas estão cada vez mais resistentes aos antibióticos

Congresso mundial de doenças sexualmente transmissíveis e Aids, em Viena
Algumas doenças venéreas resistem cada vez mais aos antibióticos, de acordo com especialistas internacionais reunidos em Viena no Congresso Internacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids.
"Um dos problemas atuais no que diz respeito às doenças sexualmente transmissíveis é a resistência aos antibióticos, que é a primeira coisa que os médicos prescrevem, ou seja, as cefalosporinas", explicou à AFP a austríaca Angelika Stary, presidente do congresso.
"Temos observado, como em décadas passadas com outros antibióticos, um aumento da resistência às cefalosporinas, particularmente na Ásia, e isso está se desenvolvendo rapidamente em outros continentes", acrescentou.
Os 1.500 participantes da conferência discutiram esta questão, entre outras.
"A história nos mostra que depois de um certo tempo de tratamento com antibióticos, a resistência acaba acontecendo. Tal é o caso com a penicilina, por exemplo," acrescentou.
"Esperamos que em um futuro próximo teremos novos antibióticos com uma taxa de cura de 100%. Há novos antibióticos no horizonte", explicou. Fonte: yahoo notícias

domingo, 14 de julho de 2013

Estudo relaciona complemento de ômega-3 a câncer de próstata

Farmácia em San Francisco, Califórnia, em 2009

Cientistas americanos confirmaram nesta quarta-feira as conclusões inesperadas de um estudo de 2011, segundo o qual os homens que consomem suplementos de ômega-3 têm maior probabilidade de desenvolver câncer de próstata.
A pesquisa, publicada no periódico do Instituto Nacional do Câncer americano, destaca que há 71% a mais de risco de contrair câncer agudo entre os homens que consomem peixe gordo, ou um suplemento de óleo de peixe.
"Demonstramos, mais uma vez, que o uso de suplementos nutricionais pode ser prejudicial", disse Alan Kristal, pesquisador do Centro Fred Hutchinson de Pesquisa do Câncer e principal autor do artigo.
Os cientistas ainda estão desconcertados com a relação entre os suplementos de ômega-3 e o câncer, mas tudo indica que há, de fato, relação na formação de tumores.
A mesma equipe publicou descobertas similares em 2011, quando relacionou as altas concentrações sanguíneas do ácido com um dos mais graves tipos de câncer de próstata.
Um grande estudo europeu também havia apontado a relação entre o ômega-3 e a doença.
"As recomendações para aumentar a ingestão de ácidos graxos de cadeia longa ômega-3, em particular, por meio de suplementos, deve levar em conta seus riscos potenciais", indicou a equipe de cientistas, voltando a colocar em debate a questão da confiabilidade dos suplementos nutricionais. Fonte: Yhaoo Notícias

Um exoplaneta azul como a Terra

(Ilustração) O exoplaneta HD 189733b
De um azul cobalto profundo, sua cor se assemelha à da Terra vista do espaço: pela primeira vez, astrônomos utilizando o telescópio espacial Hubble conseguiram determinar a verdadeira cor de um exoplaneta.
Mas a semelhança acaba aqui: localizado a 63 anos-luz de nosso planeta azul (600.000 bilhões de km), na constelação da Raposa (Vulpecula), este exoplaneta chamado HD 189733b é um gigante de gás, perfeitamente inóspito à vida, em órbita muito próxima à de sua estrela.
Sua atmosfera é quente, com um temperatura de mais de 1.000 graus Celsius. É varrido por ventos de 7.000 km/h e "chove vidro", segundo um comunicado da Agência Espacial Europeia (ESA).
HD 189733b é um dos exoplanetas mais próximos da Terra, que podem ser observados quando passa em frente as suas estrelas: durante este trânsito, os planetas imprimem sua assinatura na luz da estrela, que é analisada com a ajuda de espectrógrafos.
O HD 189733b já foi bastante estudado pelo Hubble e outros telescópios. Mas pela primeira vez, graças ao Hubble, uma equipe liderada por Frédéric Pont (Universidade de Exeter, no Reino Unido) conseguiu atribuir cor a um planeta fora do sistema solar.
Para determinar sua cor, os astrônomos mediram a quantidade de luz refletida na superfície de HD 189733b, uma propriedade chamada "albédo".
A medição da cor "é uma verdadeira novidade", ressaltou o pesquisador, citado em um comunicado da ESA. "Nós podemos imaginar como este planeta se pareceria se pudéssemos observá-lo diretamente", acrescentou.
Mas a cor azul do planeta não vem da reflexão de um oceano tropical... Deve-se a uma atmosfera gasosa e turbulenta, composta principalmente de hidrogênio e carregada de partículas de silicato, que transmite luz azul.
Observações anteriores, utilizando métodos diferentes, já haviam identificado uma difusão de luz azul sobre este planeta, mas as últimas observações do Hubble, publicadas na revista Astrophysical Journal Letters, confirmam esta impressão.
"É difícil saber exatamente o que dá cor à atmosfera de um planeta, mesmo para os planetas do sistema solar", observou Frédéric Pont. "Mas estas novas observações adicionam uma peça ao quebra-cabeça sobre a natureza e a atmosfera de HD 189733b. Nós traçamos um quadro mais completo deste planeta", acrescentou.
O planeta HD 189733b é um exoplaneta do tipo "Júpiter-quente". Os Júpiter-quentes são gigantes gasosos que orbitam muito perto de suas estrelas-mãe. HD 189733b está muito perto de sua estrela, apenas 1/30th da distância entre o Sol e a Terra. Mesmo Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, está 10 vezes mais longe.
O HD189733b gira em torno de sua estrela em 53 horas e é cerca de 10% maior e com mais massa do que Júpiter.
Desde o início dos anos 1990, quase 900 planetas orbitando em torno de outras estrelas que não o nosso Sol foram descobertos, segundo os últimos dados da Nasa. Estatisticamente, recentes estudos consideram que poderiam existir no total vários milhões no Universo.
Lançado em 1990, o telescópio espacial Hubble é um projeto em cooperação internacional entre a ESA e a NASA. Fonte: Siga o Yahoo! Notícias no Twitter e no Facebook 

Anticorpos maternos são nova pista para autismo (estudo)

As mulheres grávidas passam seus anticorpos para o feto
Anticorpos maternos que têm como alvos as proteínas no cérebro do feto podem desempenhar um papel no desenvolvimento de algumas formas de autismo, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira.
Realizado em 246 mães de crianças com "transtornos do espectro autista" e 149 mães de crianças saudáveis, o estudo mostrou que quase um quarto das mulheres do primeiro grupo tinham uma combinação diferente destes anticorpos do que aquelas do segundo grupo.
Os "transtornos do espectro autista" (TEA) incluem variedades diferentes de autismo, entre elas a síndrome de Asperger, que afeta crianças muito inteligentes, mas com grande dificuldade em interações sociais.
Os anticorpos são proteínas essenciais para o sistema imunológico. Eles detectam e neutralizam substâncias estranhas ao corpo, tais como vírus e bactérias.
As mulheres grávidas passam seus anticorpos para o feto, o que lhe permite defender-se de infecções até os 6 meses de idade, enquanto seu sistema imunológico ainda está imaturo.
Mas eles podem também, de acordo com o estudo publicado na revista Translational Psychiatry, transmitir anticorpos que impedem que o cérebro se desenvolva corretamente.
"Descobrimos que 23% das mães de crianças autistas têm auto-anticorpos contra proteínas que são necessárias para um desenvolvimento neurológico saudável", explicou à AFP Judy Van De Water autora do artigo, professora da Universidade da Califórnia, que afirma que esses anticorpos não estavam presentes em mães de crianças não-autistas.
Os sintomas também se mostraram mais graves em crianças nascidas de mães com o anticorpo em questão do que em comparação com crianças autistas nascidas de mães sem esses anticorpos.
Os TAE afetam cerca de um em cada 100 nascimentos nos países ocidentais. Os meninos são três vezes mais afetados do que as meninas por esta doença, cujas origens permanecem obscuras.
A equipe da Dra. Van de Water foi capaz de identificar 11 diferentes combinações de sete proteínas alvo de anticorpos associadas aos TEA, cada um dos quais tem um risco diferente do transtorno autista.
O objetivo agora é encontrar marcadores capazes de identificar o risco de TEA, o que permitiria "uma intervenção precoce" para ajudar crianças com autismo para "melhorar o seu comportamento e capacidades", observa Van de Water.
Em um estudo separado, os pesquisadores liderados por Melissa Bauman, também da Universidade da Califórnia, expuseram oito fêmeas de macacos-rhesus grávidas aos anticorpos maternos relacionados ao TEA e chegaram a resultados semelhantes: os macacos recém-nascidos dessas mães "mostraram diferenças de comportamento, incluindo reações inadequadas em relação a outros macacos", observa o estudo. Fonte: Yahoo Notícias

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Nova terapia genética é esperança para doenças infantis raras

(Arquivo) Ilustração da dupla hélice de DNA

Uma nova terapia genética se mostrou promissora na eliminação de dois tipos de doenças infantis raras, aparentemente sem risco de causar câncer, revela uma pesquisa internacional publicada nesta quinta-feira.

O método utilizou um vetor do vírus HIV e as células-tronco do sangue dos próprios pacientes para corrigir uma versão defeituosa de um gene, segundo a pesquisa publicada na revista americana "Science".
Como resultado, seis crianças estão melhorando 18 a 32 meses depois de suas operações, afirmou o principal cientista da equipe, Luigi Naldini, do San Raffaele Telethon Institute for Gene Therapy, em Milão.
"Três anos depois do começo dos testes clínicos, os resultados obtidos dos primeiros seis pacientes são animadores. A terapia não apenas é segura, como eficiente e capaz de mudar a história clínica dessas doenças graves".
Três das crianças sofrem de leucodistrofia metacromática, uma doença do sistema nervoso causada por uma mutação do gene ARSA. Os bebês com essa doença parecem saudáveis quando nascem, mas, à medida que crescem, perdem faculdades motoras e cognitivas. Não há cura.
A nova terapia genética deteve o avanço da doença em três dessas crianças, informaram os pesquisadores.
Os outros três menores estudados têm a síndrome de Wiskott-Aldrich, originada por mutações no gene WAS, o que gera infecções recorrentes, doenças autoimunes, sangramentos frequentes e um maior risco de câncer. O tratamento reduziu os sintomas até estes sumirem completamente nas crianças, acrescentaram os pesquisadores.
Tentativas anteriores de terapias genéticas para diversas doenças, entre elas a síndrome de Wiskott-Aldrich, mostraram um certo êxito, mas no longo prazo descobriu-se que os pacientes com problemas imunológicos desenvolveram leucemia.
Os cientistas acreditam que os vetores virais utilizados no passado possam ter ativado, de algum modo, uma parte do DNA responsável pelo câncer.
Os pesquisadores têm sido bastante prudentes com os testes de terapia genética em humanos desde a morte em 1999 do adolescente americano Jesse Gelsinger. Sua participação em um teste por uma doença rara do metabolismo devastou seu sistema imunológico, o que levou à sua morte por falência múltipla dos órgãos.
O novo método retira células-tronco de hemocitoblasto da medula óssea do paciente e introduz uma versão corrigida do gene defeituoso, utilizando vetores virais derivados do HIV. Quando as células tratadas são reinjetadas nos pacientes, começam a criar proteínas desaparecidas em órgãos-chave.
"Até agora, não vimos uma forma de criar células-mãe utilizando uma terapia genética que seja tão eficiente e segura como essa", afirmou o pesquisador Eugenio Monti, acrescentando que "os resultados abrem caminho para novas terapias para outras doenças mais comuns".
Os dois testes tiveram início em 2010. Participaram deles seis pacientes com síndrome de Wiskott-Aldrich e dez com leucodistrofia metacromática.
Os resultados publicados na "Science" se referem aos seis primeiros pacientes tratados pelo tempo suficiente para que os pesquisadores pudessem emitir suas primeiras conclusões com segurança. A equipe afirma, porém, que são necessários um acompanhamento maior e mais testes em pacientes humanos para confirmar a segurança e a eficácia da terapia. Fonte: Tahoo Notícias

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Mais de 10% da população mundial pode ser afetada por mudanças climáticas em 2100

Nível de água no reservatório de Los Laureles, Honduras, abaixo da capacidade nesta foto de 29 de abril de 2011
Mais de 10% da população mundial poderá ser seriamente afetada em 2100 pelas consequências da mudanças climáticas, advertiu um estudo internacional publicado nesta segunda-feira, que identifica os "pontos quentes" mais afetados em todo o mundo.
Esses "pontos quentes" são definidos como aqueles nos quais pelo menos dois dos aspectos-chave para a vida humana - plantações, acesso à água, ecossistemas e saúde - serão afetados pelo aquecimento global, se não forem reduzidas as emissões de gases causadores do efeito estufa e se a temperatura aumentar uma média de 4°C em relação ao período 1980-2010.
Esses locais são especialmente numerosos no sul da Amazônia, com "mudanças importantes" nas condições de acesso à água potável, aos cultivos e aos ecossistemas, destacou o estudo publicado na Atas da Academia Nacional de Ciências (PNAS, na sigla em inglês), uma revista científica americana.
A segunda região mais afetada é o sul da Europa, devido à maior dificuldade de acesso à água e às más colheitas, de acordo com a pesquisa dirigida por Franziska Piontek, do Instituto para a Investigação sobre o Impacto do Clima em Potsdam, na Alemanha.
"As consequências das mudanças climáticas em diferentes aspectos cruciais podem interagir entre si e multiplicar a pressão gerada nos hábitats das populações nas regiões afetadas", explicou Piontek.
Esses efeitos começam a ser observados com um aumento de 3°C da temperatura em comparação à média do intervalo 1980-2010. Com um aumento de 4°C, 11% da população mundial seria gravemente impactada, completou o estudo.
Outros "pontos quentes" do mundo estariam na América Central e nas regiões tropicais da África e as terras altas da Etiópia. Algumas partes do sul da Ásia também sofreriam devido às más colheitas, ao difícil acesso à água e a mudanças nos ecossistemas.
"O que hoje se considera uma situação extrema pode chegar a ser normal", advertiu Qiuhong Tang, da Academia de Ciências da China.
Porém, nenhuma região do mundo seria afetada ao mesmo tempo nos quatro setores-chave avaliados, em função do modelo usado para este tipo de trabalho.
Segundo esses modelos, grande parte da África não está entre os "pontos quentes" destacados. Os autores do estudo apontam, contudo, que provavelmente essa parte apareceria se as secas, ou as inundações, fossem consideradas entre os parâmetros analisados.
Este estudo utiliza modelos matemáticos para projetar como o aquecimento global vai mudar a vida da população de todo o planeta. Ele contou com a participação de pesquisadores de Estados Unidos, China, Europa e Japão. Fonte. Yahoo Notícias

Cientistas apresentam notícias promissoras na busca da cura da Aids

(Arquivo) Grupo de estudantes solta balões pela luta contra a aids, em Viena
Os cientistas que pesquisam um tratamento para o HIV apresentaram notícias encorajadoras durante uma conferência sobre a Aids que terminou nesta quarta-feira em Kuala Lumpur, Malásia.
Entre as experiências se discutiu o caso do "bebê de Mississippi". O bebê, infectado pelo vírus da Aids (HIV) contraído no ventre de sua mãe, recebeu um coquetel de três drogas nas primeiras 30 horas de vida e por 18 meses consecutivos.
Quinze meses após a terapia tripla, o bebê ainda não apresenta traços de HIV no sangue.
Também foram citados os casos de dois homens HIV-positivos que receberam transplante de medula óssea e passaram a não apresentar sinais do vírus, respectivamente, 15 e sete semanas após o término do tratamento.
No entanto, estes sinais encorajadores não significam que existe uma cura milagrosa, advertem os cientistas.
Mas os novos casos revelam a possibilidade do completo desaparecimento do vírus em pacientes - um objetivo inimaginável há apenas alguns anos - ou, pelo menos, o controle de longa duração da doença, também chamada de "remissão funcional", que acaba com a necessidade do uso diário de tratamentos antirretrovirais.
Os tratamentos antirretrovirais, que surgiram na década de 1990, melhoraram gradualmente, mas milhões de pacientes em todo o mundo ainda precisam tomá-los por toda a vida.
Quase 34 milhões de pessoas estão infectadas com o HIV em todo o mundo, e 1,8 milhões morrem com esta doença a cada ano.
A única cura total conhecida até o momento é a de Timothy Brown, chamado de "o paciente de Berlim". Ele recebeu tratamento para leucemia e se declarou curado depois de um transplante de medula óssea de um doador que tinha uma mutação genética rara que impedia o HIV entrar nas células.
Enquanto isso, cientistas franceses apresentaram dois estudos em Kuala Lumpur, ANRS Optiprim e Visconti, destacando a importância do tratamento precoce para controlar a infecção pelo HIV.
"Dada a diminuição significativa de depósitos nestes dois estudos, não podemos excluir a possibilidade de uma remissão funcional, ou seja, o controle a longo prazo da infecção sem tratamento, a curto prazo pode ser obtida em pacientes tratados precocemente", destacou Jean-François Delfraissy, diretor da Agência Nacional de Pesquisas sobre Aids e Hepatites Virais da França Fonte: Siga o Yahoo! Notícias no Twitter e no Facebook