domingo, 31 de março de 2013

Cientistas britânicos produzem vacina sintética contra febre aftosa

 Os pesquisadores acreditam agora que podem produzir uma nova vacina graças à análise das partículas atômicas do vírus

Os pesquisadores acreditam agora que podem produzir uma nova vacina graças à análise …
Uma nova vacina sintética contra a febre aftosa, apresentada como mais segura e mais resistente do que as já existentes, foi desenvolvida por cientistas britânicos, segundo um artigo publicado nesta quarta-feira na revista especializada PLO Pathogens.
Atualmente, os animais vacinados recebem uma dose baixa do vírus altamente contagioso para estimular seu sistema de defesa imunológica, para que produza anticorpos.
Os pesquisadores acreditam agora que podem produzir uma nova vacina, totalmente sintética, graças à análise das partículas atômicas do vírus, realizada no acelerador de partículas britânico instalado perto de Oxford (oeste de Londres).
Graças a esses dados, cientistas das universidades de Oxford e Reading, assim como do Instituto Pirbright, puderam reconstituir a estrutura externa do vírus, que lança a produção de anticorpos, explicou a publicação.
Os pesquisadores também conseguiram criar uma vacina mais resistente. Testes preliminares demonstraram que ela se manteve estável por ao menos duas horas a temperaturas de até 56 graus.
"O que desenvolvemos se aproxima do ideal das vacinas contra a febre aftosa", disse Dave Stuart, professor de Biologia Estrutural da Universidade de Oxford. Fonte: yahoo notícias

sábado, 30 de março de 2013

Estado de Minas Gerais vive epidemia de dengue

O Estado de Minas Gerais vive uma epidemia de dengue, doença que já causou 31 mortes e atingiu 37.821 pessoas apenas nos três primeiros meses de 2013. E a situação deve se agravar nos próximos dias, já que parte das 148.351 notificações de suspeita da doença recebidas este ano pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) ainda está sob investigação.

Os números de casos confirmados e mortes causadas pela dengue em Minas Gerais já superam os registrados em 2011 e 2012. O problema, segundo a SES, é agravado pela incidência do tipo 4 do vírus, que não circulava naquele Estado há mais de 20 anos, o que faz com que pessoas mais jovens não tenham imunidade contra a doença.

Para poder receber pacientes com suspeita de dengue, a prefeitura de Belo Horizonte determinou que os 14 postos de saúde da capital funcionem durante todo o feriado da Semana Santa. Em balanço divulgado na quarta-feira (27) a Secretaria Municipal de Saúde informou que a cidade já tem 5.760 casos confirmados da doença, sendo que duas pessoas morreram.

A secretaria informou também que foi descartada a suspeita de que uma grávida de 26 anos tivesse sido vítima de dengue hemorrágica. A mulher, que estava grávida de oito meses, morreu na terça-feira (26) e a suspeita é de que ela tivesse sido mais uma vítima da dengue, mas, de acordo com a secretaria, investigação epidemiológica confirmou que ela era portadora de corioaminionite e foi vítima de um choque séptico. O feto também não resistiu.
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Cientistas exploram fundo do mar sul-africano em busca do celacanto

 

 
 
Membros do Museu Nacional do Quênia mostram celacanto capturado por pescadores na costa do país em abril de 2001
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Uma equipe de mergulhadores e cientistas franceses e sul-africanos vai lançar, nas próximas semanas, uma expedição na África do Sul em busca do mítico celacanto, peixe mítico das grandes profundezas considerado desaparecido há muito tempo.
A expedição Gombessa, como o celacanto é chamado localmente, está prevista para se estender de 5 de abril a 15 de maio, informou nesta sexta-feira o Museu Nacional de História Natural (MNHN) de Paris em um comunicado.
Ela reunirá em torno do mergulhador e naturalista francês Laurent Ballesta uma equipe de mergulhadores especialmente treinados para alcançar grandes profundidades, cientistas do Instituto Sul-africano para a Biodiversidade Aquática (SAIAB) e seis cientistas do MNHN e do Centro Nacional de Pesquisas Científicas francês (CNRS).
"Gigante pacífico de 2 metros de comprimento", o celacanto foi reencontrado em 1938, na costa leste da África do Sul. Nós acreditamos que tivesse desaparecido há 70 milhões de anos. "É considerado a grande descoberta zoológica do século XX", ressaltou o museu.
O celacanto "traz em si os traços da mudança dos peixes para os primeiros vertebrados terrestres de quatro patas": esboços de membros em quatro de suas nadadeiras e uma bolsa de ar que seria o vestígio de um pulmão primitivo. Ele é, segundo o museu, "a testemunha viva e inesperada da saída das águas há 370 milhões de anos".
Entretanto, não conhecemos quase nada do modo de vida deste animal raríssimo que vivia a mais de 100 metros de profundidade, e do qual muito poucas observações diretas puderam ser feitas até hoje.
Para chegar até esta "lenda viva", Laurent Ballesta e sua equipe de mergulhadores deverão, diariamente, retornar às grutas de Jesser Canyon, na baía de Sodwana (Oceano Índico), a 120 metros de profundidade. Assim que tiverem feito contato com o animal, eles colocarão em andamento os protocolos científicos concebidos pela equipe de cientistas do MNHN e do CNRS, chefiada pelo paleontólogo Gael Clément, e os biólogos sul-africanos Kerry Sink e Angus Paterson, acrescentou o Museu. Acompanhar a expedição é possível no site www.coelacanthe-projet-gombessa.com. fonte: yahoo notícias

segunda-feira, 25 de março de 2013

Tratamento de esgoto ainda enfrenta rejeição da população e incapacidade técnica de prefeituras

No caminho para a universalização dos serviços de saneamento básico, o Brasil ainda está longe do ideal, especialmente no tratamento de esgoto, que enfrenta problemas como a rejeição da população e a incapacidade técnica das prefeituras, além do déficit gerado por anos de investimentos tímidos ou inexistentes desde o encerramento do Plano Nacional de Saneamento (Planasa) na década de 1980. A análise é do coordenador geral de engenharia e arquitetura da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Ricardo Arantes.

"A distribuição do esgotamento sanitário no Brasil é bastante irregular. São Paulo tem os maiores índices em coleta e tratamento, mas, na grande maioria dos estados, a coleta está em 40% dos municípios, e dos 40% coletados, 50% são lançados in natura no meio ambiente", disse Arantes.

Segundo ele, a falta de investimento nas décadas de 80 e 90, com o fim do Planasa, afetou principalmente os serviços de esgotamento sanitário, mais caros e aparentemente menos urgentes. Além de o hiato ter interrompido projetos em andamento, ele teria também causado a inoperância de alguns que já tinham sido executados.

Apesar de ser um serviço básico para a população, o esgotamento sanitário enfrenta ainda a resistência das comunidades, principalmente em localidades menores do país. Como o tratamento dos rejeitos gera um custo, que é repassado por meio de novas tarifas, a população nem sempre apoia a chegada do serviço, e os políticos têm pouco interesse em arriscar sua popularidade por esse motivo. "Isso é um dos pontos que faz o investimento ficar baixo. O custo de implantação do esgotamento é bem mais elevado que o sistema de abastecimento de água".

Outra questão que dificulta o avanço do tratamento de esgoto no país é a falta de qualificação de profissionais e gestores de cidades pequenas, que, em alguns casos, não conseguem elaborar projetos que sejam aceitos para o repasse de recursos das esferas superiores: "No PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], vimos que muitos projetos tinham uma qualidade muito baixa, e, por isso, no PAC 2, pedimos verba para a elaboração de projetos."

Para tentar contornar o problema, a Funasa já elaborou mais de mil projetos para prefeituras do país, e já tem contratos para fazer mais 2,6 mil. "Dessa forma podemos aumentar a qualidade e até a agilidade dos projetos."

Além de manter limpos e livres de contaminação os ambientes dos municípios, o tratamento de esgoto também contribui para a preservação de aquíferos e lençóis freáticos, que podem ser contaminados até mesmo por fossas sépticas mal operadas. Mesmo assim, Ricardo Arantes pondera que, no Brasil, só está implementado o tratamento secundário de esgoto, que elimina a matéria orgânica, mas deixa passar os micro-organismos, que também podem gerar contaminação subterrânea. Fonte: Yahoo Notícias

domingo, 24 de março de 2013

Cada R$ 1 investido em saneamento economiza R$ 4 em saúde, estimam especialistas


 

 

Cada R$ 1 investido por governos em saneamento básico economiza R$ 4 em custos no sistema de saúde, estimaram especialistas presentes no 4º Seminário Internacional de Engenharia de Saúde Pública, realizado nesta semana pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

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"A partir do momento em que o cidadão tem um sistema de distribuição de água em quantidade e qualidade certas, as doenças de veiculação hídrica, como diarreia e esquistossomose, por exemplo, vão diminuir. Se diminuem as doenças, a quantidade de vezes que uma mãe vai levar o filho com desinteria ao médico vai diminuir", disse o diretor do Departamento de Engenharia da fundação, Ruy Gomide.

Em todo o mundo, 1,9 milhão de mortes infantis são causadas por diarreias todos os anos, segundo dados apresentados por Léo Heller, professor da Universidade Federal de Minas Gerais. Do total de doenças registradas na população, 4,2% se devem à falta do saneamento básico.
 
Para Ana Emília Treasure, especialista da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) é preciso ir ainda mais longe nas pesquisas de saúde sobre o impacto do saneamento básico, pois a falta de água potável ou a presença de contaminações poderia estar ligada também a doenças crônicas. "Temos de conferir a contaminação da produção de alimentos, por exemplo. Esses alimentos contaminados nas plantações podem estar se tornando um fator de risco para enfermidades crônicas, e essa água pode estar causando câncer ou prejudicando o crescimento das crianças."
 
Especialistas em saneamento e o presidente da Funasa, Gilson Queiroz, defenderam que os gastos com o setor voltem a ser contabilizados no piso da saúde, valor mínimo definido por lei que cada município, estado e a União deve empregar na saúde.
 
"Uma das melhores ações preventivas de saúde é um ambiente saudável, com o esgotamento sanitário e a coleta de resíduos. Isso traz economia para os serviços de atendimento médico, reduz a fila dos serviços de saúde e reduz os casos de doenças infecciosas e parasitárias. Com a desvinculação, perde-se recursos de repasse obrigatório, que poderiam ser empregados nas ações preventivas", defendeu Gilson.
 
Após intenso debate na comissão mista que tratou do Orçamento no Congresso, os gastos com saneamento deixaram de ser computados no piso da saúde, definido pela Emenda 29, que determina percentuais mínimos de investimento em saúde pela União, pelos estados e municípios. A União precisa aplicar valor correspondente previsto no Orçamento do ano anterior, corrigido pela variação do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Os estados devem aplicar 12% do que arrecadam anualmente em impostos e os municípios 15% de sua receita. fonte: yahoo notícias

quinta-feira, 21 de março de 2013

Megavulcões antigos acabaram com a metade das espécies do mundo

Vista do vulcão Tungurahua, no Equador, 20 de dezembro, 2012

 
Novas técnicas de datação de rochas confirmaram que uma cadeia de gigantescas erupções vulcânicas ocorridas há 200 milhões de anos provocaram a extinção repentina da metade das espécies que habitaram a Terra na época, revelou um estudo divulgado esta quinta-feira.
O resultado da investigação oferece a data mais precisa até agora do momento em que isto ocorreu - há 201.564.000 anos - no evento conhecido como Extinção Triásica Final ou quarta extinção maciça, quando a erupção de uma cadeia de vulcões revolucionou o clima, emitindo grandes quantidades de dióxido de carbono para a atmosfera, segundo pesquisa publicada na revista científica Science.
As erupções "tiveram que ser um grande evento", diz o co-autor do estudo, Dennis Kent, especialista em paleomagnetismo do Observatório da Terra Lamont-Doherty na Universidade de Columbia, em Nova York.
Este evento poderia ser um paralelo histórico de mudança climática causada pela atividade humana que ocorre em nossos dias, ao demonstrar que o aumento dramático do dióxido de carbono pode superar a capacidade das espécies vulneráveis para se adaptar, afirmaram os cientistas.
As estimativas precedentes deixavam uma margem de um a três milhões de anos entre o momento das erupções vulcânicas e a grande extinção ocorrida no fim do Triásico. Esta nova datação o situa em 20.000 anos no máximo, um piscar de olhos em termos geológicos.
As erupções fizeram que uma Terra já bastante quente ficasse sufocante, o que acabou com plantas e animais e deu passagem à era dos dinossauros - antes de que, eles também, fossem eliminados da Terra há 65 milhões de anos, possivelmente devido a outro evento vulcânico, combinado com um meteorito devastador.
Os vulcões arrasaram a Terra em uma época em que a maioria da massa terrestre formava um único grande continente, lançando 10,4 milhões de km3 de lava que, com o tempo, separou o terreno e criou o Oceano Atlântico.
Para este estudo, os cientistas analisaram amostras de rochas de Nova Escócia, Marrocos e o exterior da cidade de Nova York, todas delas procedentes da que alguma vez foi uma massa de terra unida como Província Magmática do Atlântico Central.
Uma análise da decomposição de isótopos de urânio no basalto, tipo de rocha deixada pelas erupções, proporcionou aos cientistas datas mais precisas.
A erupção no Marrocos foi a mais antiga, seguida da de Nova Escócia, 3.000 anos depois, e da de Nova Jersey 13.000 anos mais tarde.
Os sedimentos que se encontram mais abaixo daquela época mostram fósseis da Era Triásica. No entanto, acima, desaparecem, diz o estudo.
Algumas criaturas que se extinguiram foram os peixes enguia, denominados conodontes, os primeiros crocodilos e as lagartixas de árvore.
"De alguma forma, o final da Extinção do Triásico é análogo a hoje em dia", afirmou o principal autor do estudo, Terrence Blackburn, que fez a pesquisa quando trabalhava para o Massachusetts Institute of Tecnology, mas agora se encontra na Carnegie Institution. Fonte: yahoo Notícias

terça-feira, 19 de março de 2013

Carros 'verdes' podem reduzir poluição em 80% até 2050: estudo

(2010) Veículo elétrico em exposição no Salão do Automóvel de Los Angeles

 
Os carros ecológicos que usam combustíveis alternativos contribuiriam para reduzir as emissões de gases do efeito estufa com deslocamentos diários nos Estados Unidos em 80% até 2050, segundo um estudo científico divulgado esta segunda-feira.
Isto diminuiria em mais de 10% a contaminação total que os Estados Unidos provocam na atmosfera, os carros particulares e os pequenos caminhões são responsáveis por 17% das emissões nacionais de gases de efeito estufa, destacou o estudo.
Embora estes veículos "verdes" custam milhares de dólares a mais do que os convencionais, um fato que poderia desestimular muitos consumidores, os benefícios de longo prazo são maiores que os custos iniciais, destacou o relatório da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NAS, na sigla em inglês).
O estudo prevê futuros automóveis e pequenos caminhões capazes de circular 42,5 quilômetros com um litro de combustível.
Veículos com tecnologias mais eficientes - mais leves, com design mais aerodinâmico - poderiam se combinar com fontes de energia alternativas, como biocombustíveis, eletricidade ou hidrogênio, reduzindo o uso do petróleo em 80% até 2050, ressaltou o informe.
Não há uma única solução prevista, mas entre os combustíveis incluídos estão o etanol e o biodiesel, que já são produzidos em quantidades comerciais. O gás natural foi descartado pois suas emissões de gases de efeito estufa são altas demais.
O estudo também destacou "um potencial muito maior" nos combustíveis produzidos a partir de resíduos de madeira, palha de trigo e milho, conhecidos como combustíveis de biomassa lignocelulósica.
"Este combustível é projetado para ser um substituto direto da gasolina e poderia levar a grandes reduções no uso do petróleo e nas emissões de gases de efeito estufa", afirmou.
O estudo examinou os veículos elétricos híbridos, os veículos elétricos "de tomada" e os veículos elétricos a bateria que já estão no mercado, como o Toyota Prius e o Chevrolet Volt, assim como os veículos elétricos a pilha de hidrogênio, como o Mercedes F-Cell, cujo lançamento ao mercado está previsto para 2014.
Segundo a pesquisa da NAS, durante pelo menos uma década os preços dos veículos permanecerão altos, embora o combustível para fazê-los funcionar seja mais barato e mais ecológico.
Ainda assim, o estudo disse que os benefícios para a sociedade em termos de economia de energia, melhores veículos, redução de consumo de petróleo e baixa das emissões de gases de efeito estufa seriam "muito maiores do que os custos projetados".
As metas estabelecidas serão "difíceis mas não impossíveis de cumprir", desde quando se orientem por fortes políticas nacionais, disse que o estudo patrocinado pelo Departamento de Eficiência e Energias Renováveis do Departamento de Energia dos Estados Unidos. Fonte: yahoo notícias