sexta-feira, 13 de abril de 2012

EUA querem reduzir antibióticos em animais de granja e gado saudáveis

nesta quarta-feia a aplicação de medidas voluntárias para limitar o uso de antibióticos em gado e animais de granja saudáveis, em meio a preocupações sobre o aumento da resistência a estes medicamentos em humanos.
"Sob esta nova inciativa de caráter voluntário, certos antibióticos deveriam não ser utilizados para objetivos conhecidos como de "produção", como estimular o crescimento ou melhorar a eficiência da alimentação em um animal", informou a agência reguladora de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos (FDA).
"Estes antibióticos deveriam estar disponíveis para prevenir, controlar ou tratar doenças em animais destinados à produção de alimentos sob a supervisão de um veterinário", acrescentou.
A FDA recomenda eliminar da produção agropecuária o uso de "drogas medicamente relevantes" e incorporar progressivamente supervisão veterinária, segundo um guia para a indústria publicado nesta quarta-feira.
A comissária da FDA, Margaret Hamburg, disse que a nova estratégia tem como objetivo "garantir que os fazendeiros e os animais possam cuidar dos animais, ao mesmo tempo garantindo que os medicamentos que as pessoas precisam continuem sendo seguros e eficazes".
Em janeiro, a FDA anunciou restrições no uso de certos antibióticos chamados cefalosporinas em vacas, porcos e aves de criação ante preocupações de que as infecções nos seres humanos poderiam estar se tornando cada vez mais resistentes aos tratamentos.
Oitenta por cento dos antibióticos vendidos nos Estados Unidos são usados para o gado. Fonte: yahoo noticias saude.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Quase metade dos brasileiros está acima do peso, indica pesquisa


Por Minha Vida


O excesso de peso e a obesidade aumentaram nos últimos seis anos no Brasil, é o que aponta o mais recente levantamento realizado pelo Ministério da Saúde e divulgado nesta terça-feira (10). De acordo com o estudo, a proporção de pessoas acima do peso no Brasil avançou de 42,7%, em 2006, para 48,5%, em 2011. No mesmo período, o percentual de pessoas com obesidade subiu de 11,4% para 15,8%. 

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Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o resultado desse levantamento mostra que é necessário continuar investindo em ações preventivas, sobretudo aos mais jovens. "Com o levantamento nós conseguimos resultados que permitem aprimorar nossas políticas públicas, que são essenciais para prevenir uma geração de pessoas com excesso de peso", disse o ministro durante o anúncio dos resultados da última pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011), promovida pelo Ministério da Saúde em parceria com Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo. 
O estudo retrata os hábitos da população brasileira e é uma importante fonte para o desenvolvimento de políticas públicas de saúde preventiva. Foram entrevistados 54 mil adultos em todas as capitais e também no Distrito Federal, entre janeiro e dezembro de 2011. 
O aumento das porcentagens de pessoas com obesidade e com excesso de peso atinge tanto a população masculina quanto a feminina. Em 2006, 47,2% dos homens e 38,5% das mulheres estavam acima do peso ideal. Agora, as proporções subiram para 52,6% e 44,7 %, respectivamente. 
O problema do excesso de peso entre os homens começa cedo. Entre os 18 e 24 anos, 29,4% já estão com o Índice de Massa Corporal (IMC) - razão entre o peso e o quadrado da altura - maior ou superior a 25 Kg/m², ou seja, acima do peso ideal. Já a proporção em homens com diferença etária de apenas 10 anos (idades entre 25 e 34 anos) quase dobra, atingindo 55% da população masculina. Na faixa etária de 35 a 45 anos, a porcentagem alcança 63% dos homens brasileiros. 
Gordura e açúcar no sangue favorecem obesidade

Excesso de peso é maior com o passar dos anos

O envelhecimento também tem forte influência nos indicativos femininos. Um quarto das mulheres entre 18 e 24 anos está acima do peso (25,4%). A proporção aumenta 14 pontos percentuais na próxima faixa etária (25 a 34 anos de idade), atingindo 39,9% das mulheres, e mais que dobra entre as brasileiras de 45 a 54 anos (55,9%). 
O aumento exponencial dos percentuais de obesidade em curto espaço de tempo também assusta. Se entre os homens de 18 a 24 anos, apenas 6,3% são obesos, entre os de 25 e 34 anos, a frequência de obesidade quase triplica (17,2%). 
Considerando somente a população feminina, há um aumento de cerca de 6% a cada diferença etária de 10 anos, até chegar aos 55 anos. Entre as brasileiras com idade entre os 18 e 24 anos, 6,9% são obesas. O percentual quase dobra entre as mulheres de 25 e 34 anos (12,4%) e quase triplica (17,1%) entre 35 e 44 anos. A frequência de obesidade se mantém estável após os 45 anos de idade, porém em um patamar elevado, atingindo cerca de um quarto das mulheres. 

Combate à obesidade

 A obesidade é um forte fator de risco para saúde e tem forte relação com altos níveis de gordura e açúcar no sangue, excesso de colesterol e casos de pré-diabetes. Pessoas obesas também têm mais chance de sofrer com doenças cardiovasculares, principalmente isquêmicas (infarto, trombose, embolia e arteriosclerose), além de problemas ortopédicos, asma, apneia do sono, alguns tipos de câncer, esteatose hepática e distúrbios psicológicos.
Combater o sedentarismo faz parte do plano do governo
Um dos objetivos do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT), lançado em 2011, é parar o crescimento da proporção de adultos brasileiros com excesso de peso ou com obesidade. Para enfrentar este desafio, que começa na mesa, o Ministério da Saúde tem investido em promoção de hábitos saudáveis e firmado parcerias com o setor privado e com outras pastas do governo. 
O consumo excessivo de sal, por exemplo, é apontado como fator de risco para a hipertensão arterial. Para diminuir o consumo de sódio entre a população, o Ministério da Saúde firmou acordo voluntário com a indústria alimentícia que prevê a diminuição, gradual, do uso do sódio em 16 categorias de alimentos. 
As metas devem ser cumpridas pelo setor produtivo até 2014 e aprofundadas até 2016. O pão francês, as massas instantâneas e a maionese são alguns dos alimentos que vão sofrer redução de sal. 

Sedentarismo diminui

O relatório também apresenta dados sobre a prática de atividades físicas. Os homens são mais ativos: 39,6% se exercitam regularmente. Entre as mulheres, a frequência é 22,4%. O percentual de homens sedentários no Brasil passou de 16%, em 2009, para 14,1%, em 2011. Em 2009, 16% dos homens foram classificados como fisicamente inativos. 
No entanto, a tendência percebida é de aumento de sedentários com o aumento da faixa etária. Se 60,1% dos homens entre os 18 e 24 anos praticam exercícios como forma de lazer, este percentual reduz para menos da metade aos 65 anos (27,5%). Na população feminina, as proporções são semelhantes em todas as faixas etárias, variando entre 24,6% (entre 25 e 45 anos) e 18,9 % (maiores de 65 anos). 
A pesquisa também revela que 42,1 % da população com mais de 12 anos de estudo pratica algum tipo de atividade física. O percentual diminui para menos de um quarto da população (24%) para quem estudou até oito anos. A frequência de exercícios físicos no horário de lazer entre mulheres com mais de 12 anos de estudo é o único indicador da população feminina que figura acima da média nacional (33,9%). 

domingo, 8 de abril de 2012

Propagação de malária resistente preocupa a Tailândia


Um tipo de malária mortal, resistente aos tratamentos farmacológicos disponíveis, se espalha rapidamente na fronteira entre Tailândia e Mianmar, fazendo crescer a preocupação de uma epidemia incontrolável, anunciou um grupo de cientistas nesta quinta-feira.
Dois estudos publicados nas prestigiosas revistas científicas The Lancet e Science mostraram que a doença se espalha rapidamente em um novo território e em uma área identificada do genoma do parasita, que poderia ser responsável pela mutação que lhe permite sobreviver.
A malária é uma doença transmitida por um mosquito e é causada por um parasita, o 'Plasmodium falciparum'. Mata 1,2 milhão de pessoas ao ano no mundo, segundo estimativas do Instituto de Métrica e Avaliação da Saúde da Universidade de Washington, em Seattle (noroeste).
A malária resistente ao tratamento padrão, a artemisina, foi confirmada no Camboja em 2006 e desde então se expandiu 800 km a oeste da fronteira entre Tailândia e Mianmar, afirmaram os cientistas.
Ao estudar 3.202 pacientes ao longo da fronteira noroeste da Tailândia, perto de Mianmar, entre 2001 e 2010, e medir o tempo que levavam para tirar uma infecção do sangue após o tratamento, os cientistas conseguiram demonstrar um aumento gradativo da resistência ao remédio.
O número de infecções que desapareceram do sangue cresceu lentamente de 0,6% dos casos tratados em 2001 para 20% em 2010.
No oeste do Camboja, 42% dos casos de malária eram resistentes entre 2007 e 2010, o que indica que a região da Tailândia e Mianmar está rapidamente situando-se a níveis parecidos aos do Camboja.
"A resistência determinada geneticamente à artemisina em 'P. falciparum' surgiu ao longo da fronteira Tailândia-Mianmar pelo menos há oito anos e desde então aumentou substancialmente", destacou o estudo da The Lancet.
"Esta passagem de aumento da resistência alcançará os níveis encontrados no oeste do Camboja entre dois e seis anos", acrescentou.
A pesquisa da revista Science se concentrou no que estava tornando estes parasitas diferentes e encontrou que uma região no cromossomo 13 do parasita estava fortemente associada à lenta limpeza da infecção no sangue.
Os cientistas sequenciaram os genomas de 91 parasitas 'P.falciparum' do Camboja e do oeste da Tailândia e os compararam com parasitas do Laos, onde a resistência aos últimos medicamentos baseados na artemisina não ocorreu ainda.
Encontraram sete genes que poderiam ser responsáveis por tornar o parasita resistente ao tratamento e que poderia explicar o aumento de 35% na resistência no sudeste asiático.
"Temos visto o aparecimento de resistência à malária frente a nossos melhores medicamentos e estes parasitas resistentes não estão restritos apenas ao oeste do Camboja", afirmou o principal autor do estudo, François Nosten, diretor da Unidade de Pesquisas de Malária de Shoklo, especializada no estudo e tratamento da malária na região de Tailândia e Mianmar.
"Isto é extremamente preocupante e indica que estamos em uma corrida contra o tempo para controlar a malária nestas regiões antes de que a resistência ao medicamento piore e se desenvolva e propague mais", afirmou.
Os estudos foram financiados pela organização sem fins lucrativos Wellcome Trust e Centros Nacionais de Saúde dos Estados Unidos. A equipe de cientistas esteve formada de cientistas do Centro de Medicina Tropical da universidade de Oxford, no Reino Unido, e do Instituto de Pesquisa Biomédica do Texas, nos Estados Unidos. Fonte: Yahoo Notícias Sáude

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Saiba como evitar os efeitos do vegetarianismo














Para muitos, ser vegetariano é um estilo de vida e um verdadeiro desafio. Outros adotam a prática para melhorar a qualidade de vida, ter uma boa alimentação e perder peso, por exemplo. Mas será que essa dieta é mesmo tão saudável assim?

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Alguns efeitos colaterais apresentados pela National Geographic mostram que adotar esses hábitos também tem seus riscos. Conheça quais são para saber como se defender deles, caso você tenha aderido.
Deficiência de vitamina B12
Se você aderiu ao vegetarianismo que não come laticínios, ovos e outros produtos animais, sua dieta pode ser deficiente em vitamina B12. De acordo com a University of Maryland Medical Center, alguns dos sintomas e efeitos colaterais levam para anemia, fraqueza e formigamento nos braços e pernas. A B12 é importante para a manutenção do metabolismo, do sistema nervoso central e da formação de células vermelhas do sangue, a hemoglobina. Recomenda-se comer grãos fortificados e suplementos vitamínicos. Consulte seu médico.

Deficiência de ferro

O ferro está presente em alimentos que na maioria das vezes não são consumidos por vegetarianos, como carnes vermelhas, aves e peixes. A falta de uma quantidade suficiente de ferro pode causar anemia. Os sintomas são exaustão, fraqueza, desenvolvimento cognitivo lento, calafrios e aumento da susceptibilidade a infecções. Filhos de mulheres que sofrem dessa deficiência podem nascer prematuros ou com baixo peso. É importante consumir feijão, lentilha, cereais enriquecidos, espinafre, passas e tofu, por exemplo.

Deficiência de zinco

O zinco é importante para o sistema imunológico, ajuda a curar ferimentos e ainda é fator de divisão e crescimento das células, contribuindo para o processo de quebra de carboidrato. Ele pode ser encontrado em alimentos ricos em proteínas, como carnes vermelhas e aves de carne escura. Os sintomas para a deficiência de zinco são a falta de apetite, infecções frequentes e perda de cabelo. Para repor essa falta, é importante ingerir legumes, amendoim e manteiga de amendoim, por exemplo.

O cálcio e a perda óssea

Para ter ossos fortes, o cálcio é extremamente necessário. Ele pode ser encontrado em produtos lácteos como leite, iogurte e manteiga, que geralmente não fazem parte da dieta de um vegetariano. Para reverter esse quadro, procure comer cereais, pães e sucos que tenham cálcio, tofu, brócolis, couve e couve-chinesa. Estão entre os efeitos colaterais a diminuição da densidade óssea, osteoporose e problemas dentários. O cálcio ajuda o sangue a circular pelo corpo, ajuda a mover os músculos, transmitir mensagens ao cérebro com rapidez e ainda libera hormônios e enzimas. Fonte: Yahoo Notícias Saúde

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Teste com vacina da Aids dá respostas sobre sistema imunológico



O primeiro teste clínico com uma vacina experimental da Aids, feito na Tailândia, forneceu informações importantes sobre as respostas do sistema imunológico, revelou um estudo publicado nesta quarta-feira nos Estados Unidos.
Segundo estimativas divulgadas em 2009, 31,2% dos participantes no estudo vacinados com este produto batizado RV144 tinham claramente menos risco de ser infectados pelo HIV do que o grupo tratado com placebo.
Os cientistas examinaram amostras de sangue dos participantes vacinados com o RV144 para analisar suas respostas imunológicas e descobriram que os diferentes tipos de respostas dos anticorpos estavam relacionados com o nível de infecção do HIV.
Os resultados do teste clínico da vacina, do qual participaram mais de 16.000 adultos na Tailândia, foram publicados em outubro de 2009 no New England Journal of Medicine, a mesma revista médica que publica este novo estudo em sua edição de 5 de abril.
"Ao estudar aqueles que foram infectados em comparação com os participantes que não foram, pensamos ter descoberto indícios muito importantes sobre a forma como funciona a vacina", explicou Barton Haynes, professor de medicina da Universidade de Duke (Carolina do Norte, sudeste), encarregado de fazer a análise.
"Aparentemente, a proteção neste teste clínico foi principalmente atribuída aos anticorpos e todos os anticorpos estudados isolados da vacina RV144", destacou.
"Os diferentes efeitos protetores destes anticorpos - induzidos pela vacina - serão testados em primatas para ver se poderiam impedir uma infecção por HIV", acrescentou o médico.
A principal descoberta se baseia no fato de que anticorpos específicos de uma zona participar que envolve o vírus, chamada V1V2, estão vinculados ao nível de infecção mais frágeis no caso dos vacinados, explicaram os pesquisadores.
Os anticorpos são proteínas produzidas pelo organismo para se defender de agentes infecciosos como vírus ou bactérias.
Segundo a hipótese antecipada pelos virologistas, os anticorpos aderem à zona V1V2 do invólucro do vírus, o que impediria a infecção, ao bloquear sua reprodução. Fonte: Yahoo Notícias

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Lutas de agricultores contra Monsanto deram resultado (relatório de ONG)


Da África à América Latina passando pela Europa e a Índia, milhares de agricultores protestaram contra a Monsanto e seus alimentos geneticamente modificados, um esforço que teve resultados, já que levou os responsáveis políticos a regulamentar melhor o setor agroalimentar, segundo um relatório de várias ONGs.

"Onde a Monsanto está presente, as sementes locais passam a ser ilegais, a biodiversidade desaparece, as terras são contaminadas e os agricultores e trabalhadores agrícolas são envenenados, incriminados, expulsos de suas terras", afirmam Os Amigos da Terra Internacional, Via Campesina e Combate Monsanto no relatório.
Em quase quarenta páginas, o documento relata, com testemunhos, os recentes combates contra o principal fornecedor de sementes geneticamente modificadas.
"Este relatório demonstra que as fortes objeções dos movimentos sociais e das organizações da sociedade civil tiveram um impacto sobre os responsáveis políticos encarregados de regulamentar o setor agroalimentar e de decretar as normas sobre pesticidas e cultivos transgênicos", destaca a síntese do texto.
Na Guatemala, por exemplo, as redes antitransgênicos alertaram sobre projetos de legislação e de adoção de programas de desenvolvimento americanos que favoreciam a chegada de sementes transgênicas ao país.
Na África, uma aliança pela soberania alimentar pode não seguir o exemplo da África do Sul, que adotou a tecnologia dos transgênicos "apesar das variedades de plantas transgênicas em questão (...) não resistirem nem à seca nem às inundações", aponta o relatório.
Na Europa, a opinião pública é majoritariamente contrária à produção de alimentos a partir de sementes geneticamente modificadas.
Segundo o relatório, o combate é mais difícil nos países em desenvolvimento ou emergentes.
Apesar disso, alguns movimentos agrícolas conquistaram algumas vitórias, como a moratória sobre a berinjela BT, uma versão transgênica do legume na Índia, ou a rejeição das doações de sementes híbridas no Haití, depois de uma mobilização massiva contra os riscos para a soberania alimentar.
Apesar de toda esta mobilização, o relatório lamenta "a ofensiva sem precedentes do agronegócio sob a bandeira da nova 'economia verde' nos preparativos da cúpula Rio+20" prevista para junho. Fonte: Yahoo notícias

Legumes melhoram sobrevida de vítimas de câncer de mama: estudo


As chinesas que comem repolho, brocoli e legumes folhosos têm taxas de sobrevida após o câncer de mama superiores às daquelas que não ingerem estes crucíferos, destacou um estudo publicado nesta terça-feira.
As descobertas foram feitas a partir de dados coletados sobre 4.886 chinesas com idades entre 20 e 75 anos que sobreviveram ao câncer de mama e foram diagnosticadas com a doença nos estágios um a quatro entre 2002 e 2006, participantes do estudo Sobrevivência de Câncer de Mama de Xangai.
As mulheres que ingeriram mais legumes crucíferos durante 36 meses após seu diagnóstico tiveram reduzido de 27% a 62% o risco de morrer por qualquer causa em comparação com aquelas que reportaram comer pouco ou nenhum destes legumes.
O risco de morrer de câncer de mama caiu de 22% para 62% entre as que disseram comer estes legumes e o risco de vivenciar uma recorrência de câncer de mama caiu de 21% a 35% entre elas.
Sarah Nechuta, aluno de pós-doutorado da Universidade Vanderbilt, em Nashville, Tennessee, disse que as descobertas sugerem que as sobreviventes de câncer de mama "podem considerar o aumento da ingestão de legumes crucíferos, como os folhosos, o repolho, a couve-flor e o brocoli, como parte de uma dieta saudável".
Nechuta, que apresentou o estudo durante encontro da Associação Americana para a Pesquisa sobre o Câncer, em Chicago, destacou que as dietas costumam variar entre as chinesas e as ocidentais.
"Os legumes crucíferos comumente consumidos na China incluem nabo, repolho chinês e folhosos, enquanto o brocoli e a couve de Bruxelas são os crucíferos mais comumente consumidos nos Estados Unidos e em outros países ocidentais", afirmou.
"Em segundo lugar, a quantidade ingerida entre as chinesas é muito maior do que a consumida pelas mulheres americanas", continuou.
Nechuta afirmou que mais pesquisas precisam ser feitas com foco no papel dos compostos bioativos encontrados em legumes crucíferos - isocianato e indol - e como variar as doses pode influenciar no cânce. Fonte: Yahoo Notícias