quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Duas espécies de anfíbios extintas são descobertas no Brasil

(Arquivo) Mais de 90% das espécies da Terra se extinguiram no final do período Pérmico, o último da era Paleozoica

Duas espécies de anfíbios extintas foram descobertas na região nordeste do Brasil, junto aos restos do réptil mais antigo da América do Sul, anunciou nesta quinta-feira o Museu de História Natural de Londres (NHM, sigla em inglês).
Os dois anfíbios, similares às modernas salamandras, viveram há 278 milhões de anos e seus fósseis foram encontrados por uma equipe internacional que incluía pesquisadores da instituição londrina e colegas do Brasil e da Argentina, entre outros países.
A revista científica Nature Communications publicou nesta quinta-feira um artigo com os resultados da pesquisa.
Os fósseis foram achados no estados do Piauí e Maranhão e se encontram agora preservados na Universidade Federal do Piauí, em Teresina.
"Esta descoberta preenche uma importante lacuna geográfica em nossa compreensão sobre a evolução e adaptação dos anfíbios", explicou o Museu Natural de Londres em um comunicado.
A espécie Timonya annae era um animal de 40 centímetros que, nas palavras do NHM, "parecia um cruzamento entre uma salamandra mexicana moderna e uma enguia".
A outra espécie descoberta é a Procuhy nazariensis, próxima à Timonya, e de um porte similar.
Até agora, acrescenta a instituição, o conhecimento sobre o vertebrados quadrúpedes desse período pré-histórico se limitava à América do Norte e Europa Ocidental, sem informações sobre os animais que viviam no sul do Trópico.
"Agora que sabemos que seus parentes distantes habitavam em um vasto sistema de lagos na região tropical do supercontinente da Pangeia, em zonas que hoje correspondem ao nordeste do Brasil, podemos saber mais sobre sua abundância, paleobiologia e sobre a amplitude de sua distribuição longe do equador", explicou Martha Richter, do NHM.
Os pesquisadores também descobriram a mandíbula de um réptil similar ao Captorhinus aguti, um lagarto que se encontra na América do Norte e que é o fóssil de réptil mais antigo achado na América do Sul, com cerca de 278-280 milhões de anos, afirmou ainda Richter.
"Mais de 90% das espécies da Terra se extinguiram no final do período Pérmico, o último da era Paleozoica, porque as condições se tornaram muito inóspitas", explicou Richter.
Ela acrescentou que esta foi a pior extinção em massa até a presente data.
"Entender a composição de faunas extintas como estas encontradas no nordeste brasileiro e como mudam com o tempo, pode nos ajudar a predizer melhor hoje em dia como evoluíram os sistemas de lagos e suas complexas comunidades de animais em resposta às amplas mudanças do meio ambiente", concluiu a cientista. Ler também Fonte: Siga o Yahoo Notícias no Twitter e no Facebook 

Vacina anti-HPV não causa síndrome rara, afirma agência europeia

Na França, as queixas foram prestadas em 2014 contra o laboratório Sanofi Pasteur MSD, acusando a vacina anti-HPV Gardasil de causar doenças autoimunes
A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) disse nesta quinta-feira que as vacinas anti-HPV contra o câncer do colo do útero que são regularmente contestadas na Europa não foram a causa de duas síndromes raras, SCDR e SPOT.
A comissão especializada da EMA concluiu, após uma revisão, que "as evidências disponíveis não sugerem que a SCDR e a SPOT são causados por vacinas contra o HPV".
"Consequentemente, não há razão para mudar a maneira como as vacinas são usadas e alterar as informações do produto", escreveu a EMA em comunicado.
A EMA deu início em julho a um estudo, encomendado pela Dinamarca, se duas síndromes raras, síndrome de dor regional complexa (SCDR) e síndrome de taquicardia postural ortostática (SPOT), poderiam estar ligadas às vacinas contra infecções por papilomavírus (HPV).
A SCDR é caracterizada por dor crônica que afeta os membros, enquanto que a SPOT é caracterizada pelo aumento da frequência cardíaca durante uma mudança de posição do corpo e associada à tontura, desmaio, dor de cabeça ou fraqueza.
O número de jovens mulheres de 10 a 19 anos desenvolvendo estas síndromes (cerca de 150 sobre um milhão anualmente para as duas síndromes) não é mais significativo entre as jovens vacinadas, segundo a EMA.
Outro estudo realizado na França pela Agência de Seguros Saúde e Vigilância Sanitária (ANSM) com mais de 2 milhões de adolescentes concluiu em setembro que as vacinas contra o HPV não causavam esclerose múltipla ou outras doenças auto-imunes.
Essas vacinas foram administradas a 72 milhões de pessoas no mundo para parar a transmissão sexual do vírus do papiloma humano (HPV).
Este vírus é a causa de lesões pré-cancerosas que, depois de vários anos, podem evoluir para câncer do colo do útero, bem como cânceres da garganta ou do canal anal.
A maioria dos países recomenda há alguns anos que meninas entre 9 e 12 anos sejam vacinadas antes de seu primeiro encontro sexual.
Na França, as queixas foram prestadas em 2014 contra o laboratório Sanofi Pasteur MSD, acusando a vacina anti-HPV Gardasil de causar doenças autoimunes, incluindo a esclerose múltipla (MS), entre as vacinadas.
Mas para a ANSM, "os benefícios esperados da vacinação em termos de saúde pública são muito maiores do que os riscos aos quais as meninas podem estar expostas". Fonte: Siga o Yahoo Notícias no Twitter e no Facebook 

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

OMS diz que relatório sobre câncer não é chamado para deixar de consumir carne

(Arquivo) Diferentes tipos de linguiça à venda na cidade francesa de Toulouse
A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou nesta quinta-feira que o relatório divulgado nesta semana que associa o consumo de carnes processadas ao câncer não é um chamado para que as pessoas parem de comer carne.
Baseando-se em mais de 800 estudos, a Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer (IARC, na sigla em inglês), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), colocou o consumo excessivo de carnes processadas como embutidos no Grupo 1 do risco de contrair câncer, principalmente colorretal.
O consumo excessivo de carnes vermelhas em geral - incluindo bovina, suína e ovina - foi incluído no Grupo 2a, como "provavelmente cancerígenas".
O estudo "não pede para que as pessoas deixem de comer carnes processadas, mas aconselha uma redução do seu consumo, o que pode diminuir o risco de câncer colorretal", explicou a OMS em comunicado divulgado nesta quinta.
A agência da ONU cita pesquisas que atribuem 34.000 mortes ao ano à alimentação rica em carnes processadas. Número baixo comparado ao milhão de mortes anuais atribuídas ao tabaco, 60.000 pelo consumo de álcool e 200.000 por causa da poluição.
Mas o estado atual da pesquisa "não permite" determinar uma quantidade segura para o consumo de carne, ressaltou a OMS.
No início do próximo ano, os especialistas "começarão a considerar as implicações para a saúde pública dos mais recentes avanços na ciência e em vez de carne processada e carne vermelha numa dieta saudável", disse a OMS.
Os produtores de carne de todo o mundo rejeitaram veementemente o relatório da IARC. O ministro da Agricultura australiano chamou o estudo de "farsa", enquanto o American Meat Institute acusou o IARC de "distorcer os números para obter certos resultados". Fonte: Siga o Yahoo Notícias no Twitter e no Facebook 

terça-feira, 20 de outubro de 2015

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Forma de malária resistente a tratamento pode chegar à África, diz estudo

(Arquivo) Mosquitos infectados com malária

Formas de malária resistentes aos tratamentos convencionais, já em franca expansão pelo sudeste da Ásia, também podem espalhar-se pelo continente africano e prejudicar as chances de erradicar a doença - é o que aponta um estudo publicado nesta terça-feira na revista Nature Communications.
A malária é uma doença causada por um parasita (Plasmodium falciparum) que é transmitido por mosquitos.
Ela afeta cerca de 200 milhões de pessoas em todo o mundo, principalmente nos trópicos, e causa cerca de 600 mil mortes a cada ano, a maioria na África subsaariana, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O tratamento padrão atualmente é a artemisinina - desenvolvida pelo cientista chinesa Tu Youyou, que acaba de receber o Prêmio Nobel de medicina - em combinação com outros tratamentos anti-malária.
Mas há alguns anos foram observadas resistências face a este tratamento, principalmente no Camboja e em outros países do Sudeste Asiático.
Para determinar se a África também pode ser ameaçada pela ocorrência deste tipo de resistência, um grupo de investigadores infectou diferentes espécies de mosquitos com parasitas resistentes à artemisinina provenientes de pacientes cambojanos ou de testes laboratoriais.
Estes parasitas infectaram facilmente diversas espécies de mosquitos Anopheles, entre eles o Anopheles coluzzii - principal vetor da malária na África.
Os pesquisadores, liderados por Rick Fairhust, do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) - que depende do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH) - também descobriram um fundo genético comum em parasitas resistentes à artemisinina que lhes permite infectar várias espécies de mosquitos ignorando seus sistemas imunitários.
Para os pesquisadores, essa capacidade pode explicar o rápido desenvolvimento da malária resistente à artemisinina no Sudeste Asiático.
Os mosquitos que transmitem o parasita resistente têm, além disso, a tendência de picar do lado de fora das residências, limitando o tamanho de estratégias de controle do vetor com base em redes ou inseticidas, observam os pesquisadores.
Em comunicado resumindo o estudo, a revista Nature Communications assinala que o estudo "não demonstra que os mosquitos infectados podem efetivamente transmitir a doença para os seres humanos", mas há uma "possibilidade de que os parasitas resistentes à artemisinina se propaguem para além do Camboja até a África, o que vai representar um desafio significativo para a erradicação da malária". Fonte: Siga o Yahoo Notícias no Twitter e no Facebook 

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Tratamento contra leucemia mostra-se eficaz contra Parkinson

Um medicamento utilizado no tratamento da leucemia, já aprovado pela agência norte-americana de medicamentos (FDA), mostrou-se eficaz no combate ao mal de Parkinson e a uma forma de demência
Um medicamento utilizado no tratamento da leucemia, já aprovado pela agência norte-americana de medicamentos (FDA), mostrou-se eficaz no combate ao mal de Parkinson e a uma forma de demência - segundo resultados de um estudo clínico limitado apresentado em Chicago.
A molécula Nilotinib dos laboratórios suíços Novartis, comercializada sob o nome de Tasigna, permitiu uma "melhora significativa e animadora" na redução das proteínas tóxicas no cérebro.
Estas proteínas foram vinculadas com o desenvolvimento das doenças neurodegenerativas, explicaram os pesquisadores do centro médico da Universidade Georgetown de Washington, que fizeram o estudo com uma dúzia de pacientes.
Os resultados da pesquisa foram apresentados durante a conferência anual da Associação Norte-americana de Neurociência, realizada no final de semana em Chicago.
Segundo o estudo, o Tasigna melhorou as capacidades cognitivas, motoras e não-motoras de pacientes em tratamento pelo Parkinson e da Demência de Corpos de Lewy, um problema cognitivo caracterizado por depósitos anormais de uma proteína que se formam no interior das células do cérebro.
"Até onde sei, é a primeira vez que uma terapia parece reverter a um grau mais ou menos importante o avanço da doença, o declive cognitivo e das capacidades motoras dos pacientes que sofrem de doenças neurodegenerativas", ressaltou o professor Fernando Pagan, professor adjunto de neurologia no hospital universitário Georgetown.
Mas Pagan explicou que "é essencial realizar um estudo clínico mais extenso antes de determinar o verdadeiro impacto deste medicamento".
Os pesquisadores citaram inúmeros exemplos para subsidiar suas palavras: um doente condenado a permanecer em cadeira de rodas que conseguiu levantar-se e voltar a caminhar, ou o caso de três pacientes que mal conseguiam falar e que, após o tratamento, conseguiram manter conversas normais.
Sem dúvida, a pesquisa - afirmou Pagan - não conseguiu contrastar seus resultados com pacientes que receberam um placebo ou outros tratamentos diferentes.
Os pesquisadores constataram que o Tasigna propiciou o aumento da produção de dopamina, um importante neurotransmissor que favorece a comunicação entre neurônios.
Segundo eles, a suspensão do medicamento pareceu provocar novamente problemas cognitivos e motores - apesar dos pacientes terem retomado seus tratamentos habituais contra o Parkinson. Fonte: Siga o Yahoo Notícias no Twitter e no Facebook 

Mais de 11 sinais no braço indica risco de melanoma

É essencial conhecer o número total de sinais no corpo para estabelecer os riscos de desenvolver câncer de pele
A presença de mais de 11 sinais no braço direito indica um risco maior de melanoma, um tipo de câncer de pele, segundo um estudo da King's College em Londres publicado nesta segunda-feira.
Ainda que apenas de 20% a 40% dos melanomas procedam da evolução de um sinal, é essencial conhecer o número total de sinais no corpo para estabelecer os riscos de desenvolver câncer de pele, segundo o trabalho publicado no British Journal of Dermatology.
No total, 3.694 mulheres brancas participaram do estudo realizado durante oito anos no Reino Unido. Os pesquisadores contaram o número de sinais em cada uma delas e em 17 partes distintas do corpo.
O exercício se repetiu com 400 homens e mulheres que sofriam de melanoma.
"Constatamos que um número superior a 11 sinais em um braço está vinculado a um risco significativo de ter mais de 100 sinais no corpo inteiro, o que indica um sério risco de melanoma", assegura o estudo.
"Esta rápida avaliação clínica deve servir para uma análise acerca do risco de melanoma", completou o estudo, que pede aos médicos que adotem o método.
O melanoma é um câncer muito agressivo, cuja frequência aumenta rapidamente na Europa, sobretudo pelo costume de tomar sol.
As pessoas de pele clara com muitas pintas e marcas têm maior risco de sofrer câncer cutâneo quando tomam sol.
O câncer de pele mais frequente é o carcinoma, que geralmente é menos grave e que, na maioria dos casos, ocorre nas zonas descobertas do corpo (cabeça e colo) depois dos 50 anos de idade.  Fonte: Yhoo Notícias