quinta-feira, 25 de abril de 2013

China já registra mais de 103 casos da gripe H7N9 e 20 mortos


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As autoridades e os especialistas, no entanto, ainda não confirmam se há contágio da doença entre pessoas. Por enquanto, as formas de contaminação do novo vírus estão sendo investigadas. O diretor do Centro de Emergência para Prevenção e Controle de Doenças, Feng Zijian, disse, na semana passada, que o governo avalia a elaboração de um plano de resposta para o caso de uma pandemia.

Para o chefe de Epidemiologia de um hospital chinês, Zeng Guang, a transmissão humana só ocorre “por um período” e “pode se restringir ao âmbito familiar”. O epidemiologista – que baseia as hipóteses em estudos e experiências com o vírus H5N1 (que circula em alguns países da Ásia e Norte da África desde 2005 e sua transmissão entre humanos é rara) – destacou que a população chinesa “não deve entrar em pânico” e que os casos de contágio entre humanos não se converterão em pandemia.

Na última semana, o representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) na China, Michael O´Leary, disse que “não havia informação suficiente” para determinar se há realmente contágios entre pessoas.

*Com informações da emissora estatal de televisão do Japão, NHK. Fonte: yahoo notícias

terça-feira, 23 de abril de 2013

Estudo revela bactéria promissora para tratar câncer de pâncreas


A técnica usa uma forma enfraquecida da Listeria


Um tratamento experimental que usa a bactéria Listeria para infectar células de câncer no pâncreas e transportar substâncias que matem o tumor demonstrou ser promissor em pesquisas com animais de laboratório, afirmaram cientistas americanos nesta segunda-feira.
Embora ainda desconheçam se o método pode funcionar em seres humanos, cientistas da Escola de Medicina Albert Einstein, da Universidade Yeshiva, em Nova York, contaram ter ficado entusiasmados com sua habilidade para deter a metástase ou disseminação do câncer.
"Neste ponto, podemos dizer que temos um tratamento que é muito eficiente em reduzir a metástase em camundongos", afirmou a co-autora sênior Claudia Gravekamp, professora associada de microbiologia e imunologia na instituição.
A técnica experimental, descrita no periódico Proceedings of the National Academies of Science, funciona usando uma forma enfraquecida de Listeria, que em estado natural pode provocar doenças transmitidas por alimentos.
Noventa por cento das cobaias com câncer de pâncreas tratadas com a nova técnica não demonstraram evidências de disseminação do câncer após três semanas.
Os cientistas suspenderam o experimento após 21 dias porque é quando o grupo de controle de camundongos, que tinham câncer de pâncreas mas não foram tratados, começaram a morrer.
O câncer de pâncreas tende a se espalhar rapidamente pelo corpo e é particularmente letal, pois costuma ser descoberto somente quando já avançou para além do órgão.
Pacientes sem tratamento costumam morrer no prazo de três a seis meses e a taxa de sobrevivência de cinco anos é de apenas 4%.
Cientistas inseriram rádio-isótopos, comumente usados no tratamento de câncer, à bactéria. A bactéria radioativa, então, infectou as células cancerosas, mas não as células normais.
O tratamento interrompeu a disseminação do câncer na maior parte dos casos e aparentemente não tem efeitos nos ratos, porém mais estudos são necessários para ver se é possível prolongar o tempo de sobrevivência.
"Com melhorias adicionais, nossa abordagem tem o potencial de iniciar uma nova era no tratamento do câncer de pâncreas metastático", disse Gravekamp.  Fonte yahoo notícias
A equipe de Gravekamp é a primeira a testar o conceito em um modelo animal. Siga o Yahoo! Notícias no Twitter e no Facebook 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Sapo amazônico pratica necrofilia para preservar a espécie


Rio de Janeiro, 19 abr (EFE).- Um sapo da Amazônia acasala com fêmeas mortas acidentalmente por asfixia durante o ato, em uma estratégia para evitar a perda dos óvulos e preservar a espécie, que foi documentada por biólogos brasileiros.

Após provocar a morte da fêmea por afogamento devido a seu peso, o macho mantém o abraço sobre sua companheira inclusive durante horas, à espera de que ela libere os óvulos na água para fecundá-los, explicaram à Agência Efe os pesquisadores.
De acordo com os biólogos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a morte de fêmeas durante o acasalamento é comum nas espécies de sapos que costumam se concentrar maciçamente em brejos ou lagoas para se reproduzir.
"No geral, o que ocorre com as espécies com um comportamento similar é que, quando a fêmea morre, o macho deixa de abraçá-la e a fecundação se perde", explicou a bióloga Albertina Lima, pesquisadora do Inpa e uma das autoras do artigo em que foi descrita a necrofilia.
"Descobrimos que, nesta espécie, o macho continua apertando a fêmea já morta até conseguir a fecundação. Não se conhece nenhuma outra espécie de sapo que retire os óvulos da fêmea morta e os fecunde", acrescentou.
A espécie identificada como necrófila é a Rhinella proboscidea, que mede até 5,5 centímetros, já descrita pelos cientistas, endêmica da Amazônia central e difícil de ser observada porque não sobrevive em regiões desmatadas.
A espécie pratica a "reprodução explosiva", não muito comum entre os sapos e que acontece quando um número muito elevado de indivíduos se concentra durante dois ou três dias nos lugares de reprodução, em geral na beira de riachos ou cabeceiras dos rios.
As fêmeas vão para o local para deixar seus óvulos à espera de que sejam fecundados e se retiram, mas os machos permanecem todo o tempo ali, disputando as possíveis companheiras.
"Quando a fêmea entra na água muitos machos tentam subir sobre ela e, sem deixá-la voltar à superfície, terminam afogando-a", explica William Magnusson, também pesquisador do Inpa e outro dos autores da descoberta.
"Trata-se de uma morte acidental. Não é intencional. São muitos machos disputando cada fêmea que chega. Vimos pequenos brejos em que se concentravam entre 50 e cem sapos e chegamos a contar mais de dez fêmeas mortas. Não sabemos se se trata de um número elevado ou não. Ainda temos que estudá-lo", explica Albertina.
Segundo a bióloga, os casos de necrofilia aparentemente não ameaçam a população da espécie.
Albertina acrescentou que o comportamento pode ser explicado pela teoria da seleção natural devido a que o propósito é o sucesso reprodutivo.
O comportamento inédito foi verificado em observações realizadas na reserva florestal Adolpho Ducke, administrada pelo Inpa e localizada a cerca de 26 quilômetros de Manaus.
Os pesquisadores descobriram duas pequenas lagoas aonde grupos de Rhinella proboscidea iam para se reproduzir e recolheram 15 fêmeas mortas em junho de 2001 e outras cinco em junho de 2005.
Em nenhuma foram achados óvulos, o que demonstrou que o macho esperou até que os expulsasse.
Os biólogos também colheram e observaram os ovos deixados pelas fêmeas mortas até que entraram em estado embrionário, com o que puderam verificar que todos tinham sido fecundados. EFE  Fonte:  yahoo notícias

OMS estuda se vírus da gripe aviária é transmissível entre pessoas


Posto de controle em Hong Kong

Antes dos 87 casos de infecção em pessoas registrados na China, a cepa H7N9 da gripe aviária não havia sido transmitida ao ser humano. Este vírus já causou 17 mortes, principalmente no leste do país, em Xangai e nos arredores.

Apesar dos esforços das autoridades, o H7N9 se propagou ao menos a quatro províncias e a Pequim e Xangai, as duas principais metrópoles do país mais povoado do mundo. Embora seu avanço seja lento, a cada dia são anunciados novos casos.
Os "surtos familiares" (vários infectados em uma mesma família) preocupam especialmente os especialistas, já que poderiam ser a primeira prova de uma contaminação entre humanos, uma hipótese temida, já que pode desencadear uma pandemia.
Uma equipe de 15 especialistas estrangeiros encontra-se no local para tentar reunir informação sobre a cepa H7N9.
O presidente chinês, Xi Jinping, pediu nesta sexta-feira às autoridades que tomem medidas eficazes para limitar a propagação do H7N9, anunciou o Comitê Central do Partido Comunista Chinês, citado pela agência Nova China.
As autoridades chinesas "fazem tudo o que está ao seu alcance para impedir que (o vírus) se propague", afirmou nesta sexta-feira Hua Chjunying, porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores.
Ao menos em dois dos três "surtos familiares", um membro da família está infectado, enquanto outro apresentou sintomas "similares no plano clínico e acredita-se que são os do H7N9", disse O'Leary.
Entre as questões cruciais a serem resolvidas encontra-se o fato de que algumas das pessoas que ficaram doentes aparentemente não tiveram nenhum contato com aves de curral infectadas.
"O primeiro objetivo das investigações é determinar se o H7N9 se propaga efetivamente, a um nível inferior, entre humanos. Mas até o momento nada indica isso, com exceção destes escassos exemplos" dos surtos familiares, explicou Michael O'Leary.
"Os testes mostram ainda que as aves de curral são a via de transmissão, ainda que os epidemiologistas não tenham estabelecido até o momento uma maneira (de contágio) clara e sólida", acrescentou.
Até então, para a OMS, não havia evidências concretas de transmissão de humano para humano do vírus H7N9.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), Bernard Vallat, classificou, por sua parte, de excepcional a situação criada pelo vírus H7N9, já que detectá-lo é muito difícil nas aves domésticas.
A gripe aviária mais comum, a do vírus H5N1, causou mais de 360 mortos em todo o mundo, entre 2003 e 2013, segundo a OMS.
Os cientistas temem que uma mutação permita a transmissão viral de humano para humano, o que pode desencadear uma pandemia. Fonte: Siga o Yahoo! Notícias no Twitter e no Facebook 

terça-feira, 16 de abril de 2013

Degelo na Antártica é 10 vezes mais rápido que há 600 anos


O degelo se intensificou a partir da metade do século XX
O degelo da Antártica durante o verão é 10 vezes mais rápido que há 600 anos e acelerou nos últimos 50 anos, revela um estudo internacional divulgado nesta segunda-feira.

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Os cientistas perfuraram a 364 metros de profundidade na ilha de James Ross, norte da geleira antártica, para medir as temperaturas de centenas de anos.
As camadas sucessivas nas mostram revelam o movimento de degelo e de congelamento.
"Constatamos que há 600 anos havia condições mais frias na península antártica e uma menor quantidade de gelo derretido", explicou Nerilie Abram, do British Antarctic Survey de Cambridge.
"Naquela época, as temperaturas eram aproximadamente 1,6 grau centígrado menor que as temperaturas registradas no fim do século XX e a quantidade de neve que derretia a cada ano e depois voltava a congelar era de 0,5%. Hoje, a quantidade de neve que derrete a cada ano é 10 vezes maior", disse Abram.
Apesar do aumento regular das temperaturas há centenas de anos, o degelo se intensificou a partir da metade do século XX, afirma o estudo publicado na revista Nature Geoscience.
Isto significa que o aquecimento na Antártica alcançou um nível no qual até leves aumentos de temperatura podem provocar uma forte aceleração do degelo. Fonte: yahoo  notícias

Cientistas filipinos criam variedade de arroz que resiste à terra salobra


Agricultores plantam arroz nas Filipinas
Um grupo de cientistas conseguiu criar uma variedade de arroz que tolera o sal, o que poderia permitir que fazendeiros recuperem áreas da costa que não podem utilizar devido à água do mar, anunciou nesta terça-feira um instituto filipino.
Os especialistas do Instituto Internacional de Pesquisa sobre o Arroz (IIIA) estão aperfeiçoando esta variedade de arroz que resiste ao sal antes de começar testes mais amplos, acrescentou esta fonte.
"Eles esperam que a nova variedade esteja disponível para ser cultivada pelos fazendeiros em quatro ou cinco anos", disse a IIIA em um comunicado.
Esta nova variedade foi obtida cruzando uma espécie exótica de arroz silvestre que se encontra na água salobra com outra cultivada neste instituto.
O resultado é "um novo tipo de arroz que pode expulsar o sal que toma do solo em direção ao ar através das glândulas que tem em suas folhas", acrescentou o texto.
"Isto permitirá que as fazendas de arroz da costa afetadas pelo sal possam ser utilizadas pelos agricultores", explicou o chefe do projeto científico, Kshirod Jena.
O arroz é uma das três principais colheitas que alimentam o mundo inteiro, junto ao trigo e ao milho, e os cientistas tentam frequentemente desenvolver novas variedades para aumentar sua produção.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Especialistas criticam a França por alerta contra anticoncepcionais


Especialistas criticam a França por alerta contra anticoncepcionais

Especialistas em anticoncepção europeus e americanos criticaram, em artigo que será publicado esta terça-feira, o alerta lançado no começo do ano pela França sobre as pílulas de terceira e quarta geração, ao considerar que aumentariam o risco de trombose (formação de coágulos sanguíneos).
As autoridades sanitárias francesas se "sentiram obrigadas a reagir" sob pressão, criticaram os especialistas, para os quais "esta crise prejudicou a todos, especialmente às mulheres".
"O risco de morte por um acidente tromboembólico venoso é pequeno", ressaltaram estes 26 especialistas em ginecologia, obstetrícia e medicina reprodutiva em artigo divulgado no periódico Journal of Family Planning and Reproductive Health Care, uma das publicações online do grupo britânico British Medical Journal.
"O risco elevado de morte de uma mulher que toma uma pílula moderna é de um para 100.000, o que é menor do que o risco associado a atividades frequentes como o ciclismo", explicam.
Estes especialistas questionam a validade dos estudos que apontam um risco maior de trombose venosa nas mulheres que fazem uso de pílulas de terceira e quarta geração, apresentados pela França para lançar sua advertência sobre os anticoncepcionais orais combinados (COC, que representam a imensa maioria das pílulas).
"Atualmente faltam dados ou estes são controversos", explicaram estes especialistas, para os quais "são necessários estudos prospectivos, bem controlados e adicionais".
As prescrições de pílulas de terceira e quarta geração foram reguladas de forma mais estrita na França no começo do ano devido ao aumento do risco de trombose em comparação com as de primeira e segunda geração, após a demanda de uma mulher vítima de acidente vascular cerebral atribuído a uma pílula de terceira geração.