domingo, 14 de abril de 2013

Gripe aviária H7N9 se propaga para outra província chinesa

Gripe aviária H7N9 se propaga para outra província chinesa
O vírus da gripe aviária H7N9 se propagou para uma nova província da China no domingo, indicou a agência oficial de notícias, assinalando dois casos humanos em Henan, a oeste do foco central desta doença.
Até sábado, a presença no ser humano do vírus H7N9 seguia oficialmente circunscrita a três províncias do leste do país (Zhejiang, Jiangsu e Anhui) e à municipalidade de Xangai, metrópole do leste.
Mas, no sábado, foi registrado o primeiro caso em Pequim, onde as autoridades anunciaram que uma menina de 7 anos, cujos pais eram comerciantes de aves, foi hospitalizada com o vírus.
Quatro novos casos foram assinalados no domingo em Zhejiang, segundo o site de microblogs Weibo de um jornal regional. O estado destes quatro pacientes (uma agricultora de 64 anos e três aposentados de 62, 75 e 79 anos) é grave.
No total, desde o anúncio do primeiro caso há duas semanas, 55 pessoas foram declaradas contaminadas, 11 das quais faleceram.
Antes dos casos registrados recentemente na China, a cepa H7N9 da gripe aviária não havia sido transmitida ao ser humano. Como acontece com a cepa H5N1, a mais comum, os cientistas temem que uma mutação viral permita a transmissão de ser humano para ser humano, o que poderia desencadear uma pandemia.
Por sua parte, a Organização Mundial da Saúde destacou que não há qualquer indicação de que exista uma transmissão de humano para humano deste novo vírus. Fonte: yahoo Notícias

Europa alerta para uso de medicamentos com tetrazepam

Medicamentos, sem data

A Agência Europeia do Medicamento (EMA), com sede em Londres, alertou esta sexta-feira para o risco dos medicamentos com tetrazepam, substância usada como relaxante muscular e que pode causar graves efeitos colaterais.

O comitê de avaliação de riscos sobre vigilância farmacêutica (PRAC) da EMA "recomenda a suspensão de medicamentos que contenham tetrazepam após uma reavaliação a pedido da França em janeiro de 2013", informou a agência em um comunicado.
O tetrazepam faz parte das benzodiazepinas, família de medicamentos que tem efeitos sedativos e é usada com frequência em reumatologia para relaxar os músculos.
A Agência Nacional do Medicamento francesa revelou que em alguns casos pode ter "efeitos cutâneos indesejáveis" que causam a destruição da camada superficial da pele e das mucosas.
O comitê da EMA deverá decidir agora se suspende seu uso em todos os países da União Europeia. Fonte: Yahoo noticias

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Estudo mostra capacidade das células-tronco sanguíneas de reagir a emergências

(Arquivo) Técnico testa amostras de sangue em um laboratório

 
As células-tronco sanguíneas, localizadas no centro da medula óssea, não só asseguram a renovação contínua das células do sangue, mas também se revelam capazes de responder às emergências do organismo, produzindo glóbulos brancos em resposta às infecções, revelaram pesquisadores.
Esta capacidade, até então desconhecida, pode ter aplicações para proteger o organismo de pacientes com leucemia que recebeu um transplante de medula óssea de milhares de infecções, de acordo com Dr. Michael Sieweke do Centro de Imunologia de Marselha Luminy (Ciml - CNRS/Inserm, Universidade Aix-Marseille, França), que liderou o trabalho dos pesquisadores do Inserm e CNRS com o Centro de Medicina Molecular Max Delbrück (MDC, Berlim).
As células do sangue têm uma vida limitada: a expectativa de vida de um glóbulo vermelho mal excede três meses, a das plaquetas (para a coagulação) é de dez dias e a da grande maioria dos glóbulos brancos chega a apenas alguns dias, ressaltam os pesquisadores, que tiveram seu trabalho em camundongos publicado na revista científica Nature.
As células-tronco hematopoiéticas da medula óssea (localizadas no centro do esterno e dos ossos pélvicos) garantem sua renovação derramando a cada dia milhares de novas células na corrente sanguínea. Para isso, devem não só se multiplicar, mas também se diferenciar, ou seja, se especializar, para produzir glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas.
A equipe do Dr. Sieweke já havia descoberto em 2009 que, em uma situação normal, as células-tronco não agem de forma aleatória, mas "decidem" por uma produção equilibrada sob a influência de vários fatores e sinais.
Contudo, não se sabia como as células-tronco respondiam às emergências, produzindo, por exemplo, glóbulos brancos sanguíneos que comem micróbios, como os macrófagos, para combater infecções.
Os pesquisadores descobriram que as células-tronco recebem sinais de alerta para que fabriquem as células aptas a combater o perigo.
"Nós descobrimos que uma molécula biológica (o fator de crescimento "M-CSF"), produzida em grandes quantidades pelo organismo durante uma infecção ou inflamação, indica o caminho que deve ser adotado pelas células-tronco", explicou o Dr. Sandrine Sarrazin (Inserm), co-autor deste trabalho.
O M-CSF (Fator Estimulador de Colônias de Granulócitos e Macrófagos) ativa a linha de glóbulos brancos através de um gene ("PU.1") das células-tronco que, por conseguinte, produzem em grande quantidade as células mais adequadas para a situação, preferencialmente macrófagos, contou à AFP.
A molécula M-CSF poderia ser utilizada para estimular e acelerar a produção de glóbulos brancos nos doentes que enfrentam sérios riscos de infecção, segundo o Dr. Sieweke, que cita 50 mil pacientes em todo o mundo expostos todos os anos a infecções depois de um transplante de medula óssea. Dessa forma, "eles estariam protegidos de infecções enquanto seu sistema imunológico se recupera".
O próximo passo é confirmar se a administração do estimulante confere uma vantagem contra uma infecção, reproduzindo em um roedor a situação de um transplante de medula óssea. Fonte: yahoo notícias

Técnica que torna o cérebro transparente promete revolucionar seu estudo

 

Los Angeles (EUA), 10 abr (EFE).- Uma equipe multidisciplinar da Universidade de Stanford, na Califórnia, desenvolveu um método para estudar o cérebro sem alterar sua forma e conexões internas graças a um processo químico que o torna transparente, anunciou nesta quarta-feira a instituição.
O revolucionário avanço promete mudar a análise do funcionamento desse órgão até agora indecifrável.
A nova técnica, denominada Clarity, apresenta um grande potencial para acelerar as pesquisas sobre doenças como o alzheimer e a esquizofrenia e lançar luz sobre os neurônios vinculados à síndrome de Down e ao autismo.
"O estudo de sistemas intactos com esse tipo de resolução molecular e em toda sua dimensão foi um objetivo não alcançado na biologia, uma meta que o Clarity começa a cumprir", explicou Karl Deisseroth, engenheiro biológico, psiquiatra e líder do projeto.
O método, divulgado nesta quarta-feira em um artigo publicado na internet pela revista "Nature", foi testado fundamentalmente em ratos, mas também passou com sucesso por experiências com peixes-zebra e em amostras de cérebro humano.
Até o momento, o estudo do interior do cérebro implicava seccioná-lo, com a perda consequente de sua estrutura. Graças ao Clarity, o membro é acessível como uma só peça, com suas conexões e complexidade molecular intactas.
Os cientistas podem penetrar nele com tecnologia tridimensional, fazer medições e utilizar produtos químicos que permitam distinguir suas estruturas internas por cores.
"Nunca mais o estudo em profundidade do nosso órgão tridimensional mais importante ficará limitado por métodos bidimensionais", indicou Thomas Insel, diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos. EFE Fonte: yahoo notícias

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Governo autoriza reajuste de 6,31% nos preços dos medicamentos


Na categoria com maior participação, onde os genéricos representam 20% ou mais do faturamento, o reajuste autorizado pode chegar ao teto de 6,31%. Para remédios com faturamento de genéricos entre 15% e 20%, o reajuste autorizado é de até 4,51%. 

Já entre medicamentos com menor participação de genéricos (faturamento menor que 15%), a Cmed autorizou um reajuste até 2,7%. No ano passado, o reajuste autorizado pelo governo para medicamentos vendidos em todo o país chegou a 5,85%.

Sindicatos criticam decisão

O Sindicato das Indústrias Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Sindusfarma) questionou o reajuste  autorizado para medicamentos vendidos em todo o país. Em nota, a entidade diz que o governo aplicou “um discutível cálculo de produtividade, que reduz o índice de reajuste e prejudica muitas empresas, ao impedi-las de repor o aumento de custos de produção do período”.

Segundo nota do Sindusfarma, desde 2011, a indústria farmacêutica enfrenta pressões de custo, sobretudo com pessoal, insumos e matérias-primas importadas, cujas cotações internacionais subiram no ano passado e ficaram mais elevadas por causa da desvalorização do real. “Até agora, o setor absorveu esse impacto mas, em contrapartida, experimentou queda de rentabilidade”, ressalta o sindicato.

No comunicado, a entidade destaca que, se todas as apresentações de medicamentos forem reajustadas pelos índices máximos autorizados, o aumento médio ponderado chegará a 4,59% e a variação de preços dos medicamentos ficará abaixo da inflação geral.  Em 2012, segundo o Sindusfarma, os medicamentos subiram 4,11% em média, enquanto a inflação geral foi de 5,84%.

“É sempre importante esclarecer que o reajuste atualiza a tabela de Preços Máximos ao Consumidor [PMC] e não gera aumentos automáticos nem imediatos nas farmácias e drogarias. Em regra, há um período de ajuste, que dura de dois a três meses. As primeiras variações de preço registram-se em junho ou julho, quando começam as reposições de estoques, já que o varejo costuma antecipar compras antes da entrada em vigor do reajuste.”

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Queda do hormônio do sono está vinculado a risco maior de diabetes

 
A secreção menor de melatonina, hormônio que favorece o sono, está vinculada a um risco maior de diabetes em adultos (tipo 2), destacou nesta terça-feira um estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA).
"É a primeira vez que se constata um vínculo entre a secreção noturna de melatonina e o risco de diabetes tipo 2", destacou o doutor Ciaran McMullan, pesquisador do Brigham and Women's hospital de Boston, um dos autores do estudo.
"Espero que este estudo leve a outras pesquisas para examinar os efeitos da secreção de melatonina sobre o organismo e o papel deste hormônio no metabolismo da glicose e no risco de diabetes", acrescentou.
Os níveis de melatonina, produzida pelo cérebro durante o sono, estão em seu nível mais elevado durante a noite, o que permite regular o ritmo biológico.
Para este estudo, os cientistas identificaram 370 mulheres da mesma raça e idade, que desenvolveram diabetes tipo 2, e outras 370 de um grupo de controle sem qualquer sintoma da doença. Eles descobriram que os participantes diabéticos tinham baixo nível de melatonina durante a noite em comparação com o grupo sadio.
Segundo estes especialistas, níveis baixos de melatonina à noite dobram o risco de desenvolver diabetes em comparação com níveis elevados.
O vínculo foi confirmado depois de se levar em conta outros fatores de controle que favorecem a diabetes, como obesidade, histórico familiar ou estilo de vida, como a dieta alimentar, a prática de exercícios físicos, o tabagismo ou a duração do sono. Fonte: yahoo notícias

terça-feira, 2 de abril de 2013

Obama lança iniciativa de mapeamento do cérebro

Obama faz o anúncio na Casa Branca

 
O presidente americano, Barack Obama, anunciou nesta terça-feira um projeto de 100 milhões de dólares para mapear os mistérios do cérebro humano, tendo como objetivo buscar a cura de doenças como o mal de Alzheimer.
A iniciativa, financiada com 100 milhões de dólares do orçamento de Obama que será revelado na próxima semana, visaria ajudar a descobrir tratamentos para curar ou prevenir doenças cerebrais atualmente incuráveis, além do Alzheimer, o Parkinson e a epilepsia, assim como enfrentar traumatismos crânio-encefálicos e patologias psiquiátricas.
"O projeto sobre o cérebro dará aos cientistas as ferramentas necessárias para obter uma imagem do cérebro em ação e permitirá ao menos compreender como pensamos, aprendemos ou memorizamos", declarou o presidente na Casa Branca, destacando que o cérebro "ainda é um enorme mistério que resta elucidar".
Obama insistiu na importância para o crescimento econômico de investir em pesquisas, mesmo em um contexto de restrições orçamentárias.
"A cada dólar gasto no projeto de sequenciamento do genoma humano nós conseguimos um rendimento de 140 dólares", afirmou o presidente em alusão ao bem sucedido esforço lançado em 1990, que custou 3,8 bilhões de dólares.
O novo projeto, denominado BRAIN (Brain Research through Advancing Innovative Neurotechnologies, ou cérebro em inglês), deve acelerar o desenvolvimento e a aplicação de novas tecnologias que permitiriam produzir imagens das interações entre as células cerebrais e a complexidade de circuitos neurais na velocidade do pensamento, explicou a Casa Branca.
Estas tecnologias abririam novas possibilidades para explorar a forma como o cérebro memoriza, processa, armazena e recupera enormes quantidades de informação, oferecendo um novo panorama sobre os vínculos complexos entre as funções cerebrais e o comportamento humano.
"O computador mais poderoso do mundo não é tão intuitivo quanto o que temos desde que nascemos", afirmou Obama na Casa Branca.
Cem bilhões de neurôniosVários institutos particulares de pesquisa estão envolvidos no projeto, dirigido pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, em inglês), pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa, vinculada ao Pentágono, e pela Fundação de Ciência Nacional.
Entre eles, está o Allen Instituto, criado pelo milionário fundador da Microsoft Paul Allen, que destinará 60 milhões de dólares ao ano para o projeto, o Howard Hughes Medical Institute, maior instituição de pesquisa médica privada (60 milhões), o Salk Institute (28 milhões) e a Fundação Kavli (4 milhões).
Segundo declarações de cientistas ao jornal The New York Times, cientistas envolvidos no projeto, a pesquisa demandará recursos federais da ordem de US$ 300 milhões ao ano, isto é, US$ 3 bilhões em uma década.
O Congresso deve aprovar ainda o desembolso dos US$ 100 milhões anunciados por Obama.
Apesar dos avanços para desvendar o funcionamento do cérebro, ainda se desconhecem muitas coisas sobre este órgão de 1,3 quilo em média, dotado de 100 bilhões de neurônios, que produzem bilhões de conexões em forma de sinais elétricos ou químicos.
Especialistas em nanotecnologia e neurologistas pensam que as tecnologias agora são capazes de fornecer uma visão mais completa do cérebro.
Em um estudo publicado em 2012 na revista Neuron, vários cientistas propunham mapear o cérebro usando dispositivos do tamanho de uma molécula, capazes de registrar e medir as atividades cerebrais em nível celular.
A iniciativa norte-americana anunciada por Obama não é a única anunciada este ano sobre o cérebro.
Em janeiro, foi lançado um projeto europeu com um orçamento de 1 bilhão de euros (1,283 bilhão de dólares) para uma pesquisa chefiada por um grupo suíço, destinada a produzir um modelo do cérebro baseado em uma simulação feita por um supercomputador, usando as pesquisas feitas até agora sobre as funções cerebrais.
No evento de lançamento do projeto na Casa Branca, Obama foi apresentado como o "cientista-em-chefe" pelo diretor do NIH, Francis Collins, e sua administração não hesita em demonstrar que, apesar dos tempos de austeridade, os investimentos em ciência são essenciais.
"Estou feliz por ter sido promovido a cientista-em-chefe - levando-se em conta minhas notas em física, não sei se eu merecia", disse o presidente.
"Mas dou à ciência a importância adequada, então talvez eu tenha algum crédito", completou. Fonte: Yahoo Notícias